Em ofício a Motta, Eduardo pede para exercer mandato dos EUA

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O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pediu ao presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), autorização para exercer seu mandato à distância, a partir dos Estados Unidos, onde reside desde março. O pedido foi formalizado em um ofício enviado nesta quinta-feira.

A solicitação acontece após o término de sua licença parlamentar de 120 dias, que expirou em 20 de julho, e desde então, ele acumula faltas não justificadas por não ter retornado ao Brasil.

“Durante o período de Carnaval, viajei aos EUA levando apenas uma pequena mala, em caráter predominantemente privado. No curso dessa viagem, surgiram notícias de que minha atuação internacional estava incomodando e poderiam cogitar a cassação de meu passaporte. Ciente disso, decidi permanecer nos Estados Unidos em licença não remunerada, direito assegurado a qualquer parlamentar”, explicou.

Eduardo alega que sua permanência nos EUA se deve a uma “perseguição política” que o impede de exercer suas funções. No ofício, ele pede a criação de mecanismos que permitam sua participação remota nas atividades da Câmara, ressaltando que isso é um direito após ser eleito.

O deputado menciona que, durante a pandemia de Covid-19, houve precedentes que permitiram a participação virtual de parlamentares nas votações, e argumenta que a atual “crise institucional” justifica uma medida semelhante.

“Não se pode admitir que o que foi assegurado em tempos de crise sanitária deixe de sê-lo em um momento de crise institucional ainda mais profunda. Vivemos sob um regime de exceção, em que deputados exercem seus mandatos sob terror e chantagem de um ministro do STF que atua fora dos limites constitucionais e já é alvo de repúdio internacional”, afirmou.

Objetivos nos EUA

Desde sua chegada aos Estados Unidos em março, Eduardo Bolsonaro revelou que pretende buscar apoio junto ao governo do presidente Donald Trump para obter uma eventual anistia a investigados pelos eventos de 8 de janeiro de 2023, em Brasília. Ele também planeja pressionar por sanções contra o ministro Alexandre de Moraes, do STF, que é relator das investigações envolvendo a tentativa de golpe de Estado, na qual o ex-presidente Jair Bolsonaro, seu pai, é réu.

O que você acha dessa situação? A participação remota pode ser a solução ou apenas um atalho? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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