A questão da anistia relacionada aos eventos de 8 de Janeiro tem se tornado uma preocupação constante para Hugo Motta, atual presidente da Câmara dos Deputados. Relatórios do seu partido, Republicanos, revelam que essa polêmica não apenas afeta suas ações no legislativo, mas também gera uma onda de críticas nas redes sociais.
Desde sua eleição, Motta conta com uma equipe que monitora sua atuação nas redes, com um custo mensal em torno de R$ 100 mil. Os dados coletados mostram que a maior parte das menções negativas a ele é associada à sua postura sobre a anistia, especialmente suas declarações que minimizam a gravidade dos atos de janeiro.
Entre janeiro e fevereiro, Motta enfrentou ataques de influenciadores da esquerda, após afirmar que os atos não foram uma tentativa de golpe. Os relatórios apontam que as reações a essas declarações foram muitas, refletindo uma mobilização significativa contrária ao deputado.
“Foram monitoradas críticas a Hugo por dizer que 8 de Janeiro não foi tentativa de golpe”, destaca um relatório acessado.
Um dos relatórios chama atenção para publicações feitas por Deltan Dallagnol, que, antes da eleição para a presidência da Câmara, expressou que Motta se oporia à anistia. As postagens de Dallagnol geraram expressivo engajamento, com cerca de 150 mil interações no Instagram.
Outro alerta menciona a posição do deputado Gustavo Gayer (PL-GO), que declarou que seu voto em Motta foi influenciado pela possibilidade de anistia, tornando Jair Bolsonaro elegível novamente. Este vídeo teve 370 mil visualizações, aumentando ainda mais a pressão sobre Motta.

Dor de cabeça frequente
As críticas em relação à anistia continuaram intensas em março. Um relatório específico indicou reações negativas ao afirmar que não existem perseguidos políticos no Brasil, com um vídeo circulando pelo X que contabilizava 300 mil visualizações. Nele, a mãe de um exilado político confrontava Motta, alegando que ele estava mentindo sobre a situação.
“Está circulando um vídeo na internet contra Motta que já recebeu 300 mil visualizações apenas no X”, diz um dos alertas.
Ainda em março, surgiram pedidos de membros da direita sugerindo que o vice-presidente da Câmara, Altineu Côrtes (PL-RJ), usasse a viagem de Motta ao Japão como oportunidade para pautar a anistia e o impeachment. Embora Côrtes tenha inicialmente considerado essa ação, recuou diante da possibilidade de reação negativa.
Os relatórios mais recentes indicam que a situação permanece delicada, com Motta sofrendo uma onda de críticas nas redes sociais, que atingiu 65% de menções negativas em 15 de abril.
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