O proprietário do canal “Le Lokal”, Owen Cenazandotti, anunciou na quinta-feira (28/8) que não realizará mais transmissões. A decisão vem após o falecimento de seu parceiro, Raphaël Graven, conhecido como Jean Pormanove ou JP, aos 46 anos.
Owen, de 26 anos, tomou essa decisão após a plataforma Kick banir o canal, que acumulava mais de 200 mil inscritos. Raphaël Graven foi homenageado por Cenazandotti durante seu funeral, realizado em Nice, onde ele compartilhou uma foto em seu Instagram com Safine Hamadi e a mãe de Graven.
Em uma mensagem de despedida, Owen expressou: “Através de nossas memórias, nossos risos e todas as histórias que escrevemos, o Lokal continuará vivo nos corações de todos nós. Agradeço a todos que fizeram desse lugar um espaço de compartilhamento e solidariedade.” Ele também confirmou o fim do canal, afirmando que ‘Le Lokal’ sempre será lembrado.
Morte trágica durante transmissão ao vivo
Raphaël Graven faleceu durante uma live na plataforma australiana Kick, após 12 dias de transmissões. Durante o conteúdo, ele foi agredido e insultado, ações que foram alegadas como roteirizadas por Owen e Safine.
Uma autópsia concluiu que a morte de Graven teve causas médicas ou toxicológicas, embora o laudo final ainda não tenha sido divulgado. A live foi realizada em Contes, perto de Nice, onde a empresa de Owen estava registrada.
A morte de Graven dispara um alerta nas autoridades francesas.
França investiga a plataforma Kick
A ministra para Assuntos Digitais da França, Clara Chappaz, informou que a live arrecadou € 36 mil (cerca de R$ 227 mil) no momento da morte de Graven. Ela anunciou a entrada de uma ação judicial contra a Kick, alegando que a plataforma não agiu para impedir a veiculação de conteúdos perigosos.
A intimação contra a Kick se baseará em uma lei de 2004 que permite a prevenção de danos pela distribuição online de conteúdo. O Ministério Público de Paris também abriu uma investigação para apurar a real causa da morte do influenciador.
Um caso problemático
Em dezembro de 2024, o site francês Médiapart publicou um artigo investigativo revelando um “negócio de abuso online” entre influenciadores. Graven era apresentado como uma vítima, submetido a humilhações que eram transmitidas ao vivo para um grande público.
Os vídeos do influenciador foram alvo de investigações por “violência coletiva intencional contra pessoas vulneráveis”, levando à detenção temporária de Cenazandotti e Hamadi em janeiro, antes de serem liberados sem acusações.
O caso levanta questões sérias sobre os limites do conteúdo online. O que você pensa sobre esse tipo de transmissão? Compartilhe sua opinião nos comentários.
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