O deputado distrital Fábio Félix, do PSOL-DF, protocolou uma representação no Banco Central nesta quinta-feira (28) para que seja barrada a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Avaliada em R$ 2 bilhões, a operação é vista como um potencial risco ao patrimônio público do Distrito Federal, segundo o parlamentar.
Félix enfatiza os vínculos entre o Banco Master e a gestora Reag Investimentos, que está sendo investigada na Operação Carbono Oculto, uma investigação sobre lavagem de dinheiro relacionada ao Primeiro Comando da Capital (PCC). A Reag também já foi acionista do BRB e participou da assembleia que aprovou um aumento de capital para viabilizar a compra do Banco Master, o que, segundo ele, representa um conflito de interesse.
O deputado ressaltou que tanto a Reag quanto o Banco Master já foram citados em outras investigações, como a Operação Fundo Fake, em 2020. O negócio, anunciado em março, já recebeu aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) e agora aguarda a decisão do Banco Central sobre sua conclusão.
Caso a transação seja autorizada, o BRB passará a controlar 58% do Banco Master, formando um conglomerado financeiro com mais de 15 milhões de clientes e R$ 112 bilhões em ativos.
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