Lisa Cook, diretora do Federal Reserve, celebrou uma audiência na última sexta-feira, 29 de agosto, no Tribunal Distrital dos EUA em Washington. Ela solicitou o direito de permanecer no cargo enquanto responde à tentativa do presidente Donald Trump de demiti-la, alegando fraude hipotecária em 2021, durante a compra de uma casa e um apartamento.
Trump tem criticado o Fed, especialmente seu presidente, Jerome Powell, pela decisão de não reduzir as taxas de juros, que se mantêm entre 4,25% e 4,5% neste ano. Lisa Cook, primeira mulher negra a ocupar um cargo de destaque no banco central americano, também votou contra o corte, alinhando-se à maioria do conselho.
Durante a audiência, Lisa se defendeu sem o suporte formal do Fed, que não pode se envolver diretamente por questões legais. Sua defesa está sendo feita por seu advogado particular, Abbe David Lowell. Os argumentos giraram em torno da definição de “causa” para a demissão, com o advogado afirmando que as motivações de Trump seriam claras: ele deseja ter um maior controle sobre o conselho do Fed.
Se Trump conseguir demitir Lisa, isso pode comprometer a independência histórica do Fed, que nunca teve um diretor demitido em seus 112 anos. Por outro lado, se Lisa vencer a disputa, a pressão sobre as autoridades do Fed sofrerá uma grande limitação, reforçando a autonomia do banco central.
A decisão do tribunal não deve sair antes do Dia do Trabalho, comemorado na primeira segunda-feira de setembro, mas a juíza Jia Cobb indicou que tentará agilizar o processo. O advogado de Lisa criticou as acusações, chamando-as de uma “campanha de difamação” sem relevância para seu papel no Fed.
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