Uma juíza federal impediu a aplicação do procedimento acelerado de expulsão de migrantes nos Estados Unidos, o que representa um obstáculo significativo para as políticas de deportação em massa do presidente Donald Trump. Este processo, conhecido como “expulsão acelerada”, foi usado pelo governo republicano para deportar rapidamente migrantes detidos na fronteira com o México, especialmente aqueles que tinham entrado no país nas duas semanas anteriores.
Desde que assumiu o cargo em janeiro, a administração Trump expandiu essa prática para migrantes que estão nos EUA há até dois anos. A juíza Jia Cobb bloqueou essa ampliação em uma decisão divulgada na sexta-feira, afirmando que essa medida poderia resultar em expulsões indevidas sem garantias de um devido processo legal. Segundo ela, a estratégia do governo argumenta que aqueles que entraram ilegalmente no país não teriam direito a qualquer tipo de proteção legal prevista pela Quinta Emenda da Constituição.
Cobb destacou que, se isso fosse verdade, não apenas os não cidadãos, mas todos os residentes estariam em risco. A Quinta Emenda visa proteger indivíduos de abusos de autoridade do governo durante procedimentos judiciais. Ela também enfatizou que ninguém deve ser expulso dos EUA sem a oportunidade de ser ouvido em algum momento.
A promessa de expulsar milhões de migrantes sem documentos foi um dos principais temas da campanha de Trump. No entanto, o programa de deportações em larga escala tem enfrentado dificuldades devido a diversas decisões judiciais, especialmente porque os envolvidos têm direito a garantir que seu devido processo seja respeitado.
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