Marcus Cavalcanti, Secretário Especial do Programa de Parcerias de Investimentos da Casa Civil, relatou os avanços nos estudos e na reestruturação de contratos de concessões ferroviárias na Bahia, durante o Seminário Ferrovias e o Desenvolvimento da Bahia.
Ele mencionou tratativas para uma possível ligação entre Juazeiro da Bahia e Juazeiro do Norte no Ceará. A análise está a cargo da IFRA-SA, com previsão para enceramento em outubro. Caso o Tribunal de Contas aprove, o novo contrato pode começar a ser executado em janeiro.
Cavalcanti destacou que os novos contratos estabelecerão metas de desempenho específicas para cada trecho ferroviário, em vez de objetivos gerais. Isso exigirá que as concessionárias busquem ativamente a carga, algo que já está movimentando empresários baianos em busca de parcerias com a VLI.
O secretário também comentou os prejuízos históricos que a Bahia e outros estados sofreram devido a contratos antigos e defasados, muitos com mais de 40 anos. “Foi uma época sem legislação adequada”, afirmou.
Cavalcanti fez uma analogia com a malha ferroviária do Sul do Brasil, que enfrenta problemas semelhantes. Isso demonstra que os desafios são comuns em várias regiões.
Sobre como esses projetos afetam a população, ele esclareceu que as ferrovias em questão são voltadas para o transporte de cargas, o que não traz impacto direto no dia a dia dos moradores. Contudo, empresas como Magnesita, Ferbasa e Bamin já se beneficiam desse sistema. O transporte de combustível para Brumado, por exemplo, pode se tornar mais econômico com a ferrovia, com efeitos esperados já no próximo trimestre.
Referindo-se à Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL), Cavalcanti apontou que o trecho entre Ilhéus e Caetité já foi concedido à Bamin, mas ainda passa por ajustes. O contrato está sendo reequilibrado, seguindo o exemplo da malha paulista e da Transnordestina.
Por fim, o trecho entre Caetité e Barreiras está em construção, com conclusão prevista para o final de 2027. O projeto precisou ser adaptado para garantir a segurança de uma barragem e respeitar a passagem por uma comunidade quilombola.
O que você acha sobre esses avanços ferroviários na Bahia? Compartilhe sua opinião e vamos conversar sobre o futuro desse importante setor!
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