PF indicia Marcos do Val por obstrução de Justiça e incitação ao crime

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A Polícia Federal indiciou o senador Marcos do Val (Podemos-ES) por obstrução de investigação de organização criminosa e incitação ao crime. A decisão foi divulgada na última sexta-feira, dia 29 de agosto, pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal.

O indiciamento ocorreu no dia 13 de agosto, e o relatório continua em sigilo. A investigação aponta que Do Val teria publicado nas redes sociais informações pessoais do delegado da PF Fábio Schor, responsável por investigações contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e outros membros de seu grupo.

Além de Marcos do Val, a PF também indiciou blogueiros, incluindo Allan Lopes dos Santos, Oswaldo Eustáquio Filho e Ednardo D’Avila Mello Raposo.

Decisão de Moraes

Neste mesmo dia, Moraes revogou parcialmente as medidas cautelares que estavam sendo aplicadas ao senador. Isso incluiu o desbloqueio de suas contas bancárias e a retirada da tornozeleira eletrônica.

Marcos do Val estava utilizando a tornozeleira e teve o acesso às suas contas e verbas de gabinete bloqueados. A decisão para atenuar essas medidas surgiu após a solicitação do presidente do Senado, Davi Alcolumbre, que pediu à Advocacia Geral do Senado para recorrer ao STF.

“A Presidência do Senado Federal encaminhou pedido de reconsideração de medidas cautelares alternativas à prisão em relação ao Senador Marcos do Val, em virtude de fato novo e superveniente consistente no pedido de licença temporária do cargo de Senador da República. Anexou, ainda, laudo médico que comprova a necessidade de afastamento da função parlamentar para tratamento de sua saúde”, afirmou Moraes.

Com a decisão de Moraes, o senador teve o salário e as verbas de gabinete desbloqueados, além de poder usar suas redes sociais novamente, enquanto as proibições de viajar para o exterior e a apreensão dos passaportes permanecem em vigor, uma vez que ainda se consideram válidos os requisitos legais.

O indiciamento de um senador é um fato que levanta muitas questões. O que você pensa sobre isso? Compartilhe sua opinião nos comentários!

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