Vídeo: jovem que planejava massacre em escola ameaçou garota de morte

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Um adolescente que planejava um massacre em uma escola pública do Distrito Federal proferiu ameaças de morte contra uma jovem. Ele agiu assim, supostamente, por considerar que ela estava interferindo em sua amizade com o colega que compartilha o plano violento.

Em um vídeo acessado por **Metrópoles**, o jovem aparece visivelmente irritado, dirigindo palavras ofensivas à garota, que seria ex-namorada de um dos envolvidos. Os insultos incluem termos misóginos, como “piranha” e “vadia”, culminando em ameaças diretas.

“Se você entrar no nosso caminho, eu te mando para o inferno, você entendeu? Vou te mandar para onde seu pai está,” disse ele, referindo-se de maneira cruel ao falecimento do pai da jovem.

O adolescente ainda despreza a possibilidade de a garota buscar ajuda da polícia, afirmando que nada seria feito a respeito. Sua agressividade cresce quando ele declara que, se ela tentasse contatá-los, iria até sua casa com uma arma e a mataria.

Esse não foi o primeiro ato de hostilidade da dupla. Em outras ocasiões, um deles já havia mencionado atos violentos contra mulheres, incluindo o lançamento de pedras na residência de outra garota, além de planos de pichar uma casa.


Entendendo o Caso

  • Dois adolescentes de 17 anos do segundo ano do ensino médio estavam organizando um massacre na escola pública.
  • Informações sobre o plano chegaram à direção das escolas e foram encaminhadas para a Polícia Civil (PCDF).
  • Os jovens expressavam discursos de ódio contra diversas minorias e promoviam o nazismo em um site que criaram.
  • Estima-se que entre final de 2024 e junho de 2025, eles gravaram e publicaram cerca de dez vídeos detalhando seus preparativos para o massacre agendado para o dia 20 de setembro.
  • Uma jovem argentina, ao compreender a gravidade das conversas, conseguiu registrar as evidências antes que os adolescentes apagassem seu conteúdo.

Produção de Armas e Explosivos

Os jovens gravaram vídeos mostrando a fabricação de armas caseiras e apontando planos de abrir fogo na escola. Um deles chegou a sugerir fazer o massacre no dia do aniversário do amigo. Eles também discutiram a possibilidade de comprar armas no mercado negro.

A PCDF iniciou a investigação após as denúncias, sendo alertada pela Secretaria de Educação. Inicialmente, não havia risco iminente, pois a mãe de um dos adolescentes interveio. Materiais apreendidos incluem uma bandana de caveira e cadernos com desenhos de armas.

Um dos adolescentes está em tratamento psiquiátrico, enquanto o outro foi encaminhado à Delegacia da Criança e do Adolescente II (DCA II). A investigação continua para identificar possíveis conexões com grupos que podem representar riscos adicionais.

A Polícia Civil reforça a importância de os pais monitorarem os conteúdos acessados pelos filhos online e permanece aberta para receber alertas e denúncias sobre situações semelhantes.

O que você acha sobre essa situação? Deixe seu comentário e compartilhe suas opiniões.

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