OMS inclui novas medicações contra obesidade na lista de essenciais

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A Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou, na última sexta-feira, a inclusão de medicamentos de nova geração para diabetes e obesidade em sua lista de remédios essenciais. Essa atualização ocorre a cada dois anos e agora conta com fármacos como o semaglutida — o ativo dos conhecidos Ozempic e Wegovy, da Novo Nordisk —, além de dulaglutida, liraglutida e tirzepatida, utilizado no Mounjaro, da Eli Lilly.

Esses medicamentos têm como alvo o hormônio GLP-1, que regula a produção de insulina e a sensação de saciedade. Embora destinados principalmente ao tratamento do diabetes tipo 2, eles demonstraram eficácia significativa na perda de peso, representando uma verdadeira inovação na terapia, apesar de algumas limitações.

Dados da OMS revelam que, em 2021, mais de 3,7 milhões de pessoas faleceram devido a doenças relacionadas ao sobrepeso ou obesidade, um número alarmante que supera o total de mortes por malária, tuberculose e HIV/AIDS juntas.

Custo elevado

O acesso a esses tratamentos é dificultado pelo alto custo, que nos Estados Unidos pode ultrapassar US$ 1.000 por mês. A OMS expressa preocupação com a exclusão das populações mais vulneráveis e defende a criação de versões genéricas para ampliar a acessibilidade.

Estudos indicam que o semaglutida genérico poderia ser produzido na Índia por apenas US$ 4 mensais. O término da patente em países como Canadá, Índia e China, previsto para 2026, pode facilitar esse cenário.

Além de tratar diabetes e obesidade, esses medicamentos também têm mostrado benefícios em outras condições de saúde.

Um estudo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA) revelou que pacientes cardíacos em tratamento com essas medicações apresentam 40% menos risco de hospitalização ou morte precoce.

Atualmente, mais de 1 bilhão de pessoas no mundo vivem com obesidade, e em 2022, mais de 800 milhões eram diabéticos. A OMS também adicionou novos medicamentos contra o câncer à sua lista de remédios essenciais.

O que você acha dessa nova atualização da OMS? Deixe sua opinião nos comentários e vamos conversar sobre como esses medicamentos podem impactar a saúde pública.

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