Marcha em memória das vítimas da ditadura no Chile termina em confrontos

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Uma marcha anual em Santiago, destinada a honrar as vítimas da ditadura de Augusto Pinochet, resultou em confrontos com a polícia no último domingo, 7 de setembro. Os Carabineiros do Chile, responsáveis pela segurança, divulgaram que pelo menos 17 pessoas foram detidas durante a manifestação, que ocorreu a poucas semanas do 52º aniversário do golpe de Estado que derrubou o governo do socialista Salvador Allende, em 11 de setembro de 1973.

A manifestação atraiu cerca de 2.000 pessoas, que se reuniram em frente ao palácio presidencial de La Moneda, seguindo em direção ao Cemitério Central, localizado a aproximadamente 4 km dali. Os detidos incluem um adolescente, que, segundo a polícia, carregava elementos incendiários em sua mochila.

Os confrontos aconteceram em diversos pontos do percurso da marcha, principalmente em áreas próximas ao La Moneda e ao cemitério. Grupos de manifestantes, encapuzados, atiraram pedras, coquetéis molotov e sinalizadores, enquanto a polícia respondeu com bombas de gás lacrimogêneo e jatos d’água. Historicamente, a ditadura no Chile resultou em cerca de 3.200 vítimas, entre mortos e desaparecidos.

Esses eventos ressaltam a necessidade de lembrar e refletir sobre o passado doloroso do Chile, trazendo à tona debates sobre direitos humanos e memória coletiva. O que você pensa sobre a resistência e a luta pela memória das vítimas da ditadura? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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