Polícia dos EUA vai prender com base em sotaque, idioma ou aparência

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, planeja enviar forças militares para combater a violência em Chicago, assim como já fez em Washington. Nova York também está na lista. Essa proposta gerou protestos em Chicago, onde moradores se manifestaram contra a medida.

Um receio crescente entre a população é que os militares participem de detenções de imigrantes. Isso vem à tona após a Suprema Corte autorizar operações que consideram fatores como idioma e aparência. Em Chicago, a situação é tensa. O governo lançou a “Operation Midway Blitz”, com foco em imigrantes indocumentados com antecedentes criminais. Essa ação ocorreu sem aviso prévio e gerou prisões em áreas como Lawndale, além de protestos que paralisaram o trânsito no centro da cidade.

Autoridades locais, como o prefeito Brandon Johnson e o governador J.B. Pritzker, manifestaram oposição a qualquer interventor militar, argumentando que a Constituição não justifica essa medida. Mesmo com possíveis ações da Guarda Nacional, ainda não há confirmação da presença de tropas federais nas ruas de Chicago.

Trump afirma que sua intenção é restaurar a ordem em cidades, normalmente sob gestão democrata, enquanto críticos percebem uma escalada autoritária, temendo detenções sem julgamento.

A utilização da Guarda Nacional em operações de policiamento interno enfrenta obstáculos legais. Especialistas destacam que isso pode violar o Posse Comitatus Act, que proíbe o uso das Forças Armadas em controle social nos Estados Unidos. Um juiz federal na Califórnia já bloqueou a presença militar em Los Angeles, e esse precedente pode ser aplicado a Chicago.

Decisões da justiça e escalada de detenções

Na segunda-feira, a Suprema Corte permitiu que agentes federais retomassem patrulhas migratórias em Los Angeles, uma decisão marcada por controvérsias. Agora, ações baseadas em critérios como raça ou idioma podem ser consideradas como indícios de suspeita razoável, o que levanta preocupações sobre legalização do perfilamento racial.

Essa nova diretriz possibilita que agentes abordem pessoas apenas por fatores como falar espanhol ou ter sotaque. Isso aumenta o temor de que detenções se expandam, especialmente se os militares forem mobilizados para operações de imigração, contribuindo para a repressão e criminalização dos imigrantes.

Nova York: “cidade santuário” na mira

Trump também revelou planos para expandir operações militares a outras cidades democratas, incluindo Nova York, um espaço onde as “cidades santuário” abrigam imigrantes indocumentados. A cidade se tornou um destino para muitos imigrantes que cruzaram a fronteira entre 2022 e 2023. Recentemente, muitos têm sido detidos após audiências do processo de asilo por agentes do ICE, especialmente no caminho para o elevador após falarem com juízes federais.

Guarda Nacional permanece na capital até dezembro

Em Washington, D.C., a Guarda Nacional está nas ruas desde 11 de agosto, quando Trump invocou o Artigo 740 do Home Rule Act para um controle mais rígido da polícia e mobilização das forças. Embora a justificativa oficial seja conter a criminalidade, muitos soldados têm sido vistos realizando tarefas não relacionadas ao policiamento.

Essas ações fazem parte do programa “Safe and Beautiful Task Force”, que visa tornar a capital mais segura e atraente. Recentemente, a Casa Branca anunciou a extensão das ordens de serviço da Guarda Nacional até dezembro de 2025, indicando que essa mobilização continuará por um bom tempo.

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