Netanyahu critica apoio internacional a Estado palestino e quer ‘terminar o trabalho’ em Gaza rapidamente

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O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, fez um discurso polêmico na ONU, afirmando que aceitar a criação de um Estado palestino seria um “suicídio nacional” para Israel. Ele também expressou o desejo de concluir rapidamente as operações em Gaza, em resposta ao boicote de várias delegações ao seu discurso.

Sentado em um auditório praticamente vazio, Netanyahu se dirigiu aos reféns do Hamas, ressaltando que Israel não irá descansar até que eles sejam trazidos de volta para casa. Ele criticou a comunidade internacional, destacando que muitos países permitiram a propagação de “mentiras antissemitas” e reforçou que Israel já destruiu grande parte da máquina terrorista do Hamas.

O contexto do discurso é preocupante. Países como França, Canadá, Reino Unido, Austrália e Portugal reconheceram recentemente um Estado palestino, totalizando 151 dos 193 membros da ONU. Em resposta, o Hamas afirmou que o boicote ao discurso de Netanyahu evidencia o isolamento de Israel.

Durante seu discurso, Netanyahu levantou cartazes mostrando ações de Israel contra o que chamou de “eixo do mal” liderado pelo Irã. Ele destacou que a Autoridade Palestina é “corrupta até a medula” e que seu desejo por coexistência pacífica não é verdadeiro.

Enquanto isso, o líder da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, declarou que o Hamas não terá papel no futuro Estado, exigindo que o grupo entregue suas armas. Essa tensão foi vista também na resposta de Netanyahu, que acusou a Europa de ceder à propaganda do Hamas ao exigir um cessar-fogo.

Sobre as negociações em andamento, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse acreditar que “temos um acordo” que poderia encerrar a guerra em Gaza e recuperar os reféns. Ele apresentou um plano de 21 pontos a líderes árabes, incluindo a proposta de um cessar-fogo permanente e uma futura governança em Gaza sem a presença do Hamas.

Do lado de fora da ONU, Netanyahu foi recebido por manifestantes que expressavam oposição a sua presença. Ele enfrenta uma ordem de prisão do Tribunal Penal Internacional desde 2024 por crimes de guerra e contra a humanidade.

O cenário continua tenso, e a situação em Gaza se torna cada vez mais crítica, com a necessidade de diálogo urgente por parte das lideranças envolvidas. O que você pensa sobre a atual situação? Compartilhe suas opiniões sobre este tema tão controverso.

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