Espólio eleitoral de Paulo Rangel fica sem “herdeiro” e deve se espalhar entre aliados após chegada ao TCM

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Paulo Rangel, um dos militantes históricos do PT, teve uma trajetória significativa na Assembleia Legislativa da Bahia, onde atuou por 23 anos. Em março de 2024, ele deixou seu posto para a atual secretária de Políticas para Mulheres, Neusa Cadore. No entanto, seu espólio eleitoral não encontrou um “herdeiro” direto, pois os votos que acumulou ao longo desses anos se dispersarão entre seus aliados.

Fontes próximas a Rangel revelaram que sua base eleitoral será repartida entre parlamentares do PT e de outros partidos. Nas eleições de 2022, o ex-deputado recebeu 49.639 votos, o que demonstra sua relevância política.

“Ele tinha um bom relacionamento com deputados de várias legendas. Esses votos certamente vão se difundir”, afirmou uma fonte do reportagens.

Um parlamentar comentou que era difícil identificar um sucessor para Rangel, dada sua presença constante nas regiões onde atuava.

Natural de Paulo Afonso, Rangel já foi presidente do PT na cidade e tem sua base eleitoral bem fixada lá. No entanto, sua votação se estendia para outras localidades, como o Sertão do São Francisco e cidades da Chapada Diamantina.

Os locais onde obteve mais votos incluem Paulo Afonso, Glória, Souto Soares, Boninal, Campo Alegre de Lourdes, Juazeiro, Remanso e Itiúba.

Além de sua atuação política, Rangel tinha forte influência em movimentos sindicais, tendo sido secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e presidente do Sindicato dos Eletricitários da Bahia.

Um possível “herdeiro” de Rangel é Juvenilson Passos, ex-prefeito de Sento Sé. Há rumores de que ele seja pré-candidato a deputado estadual nas eleições de 2026. Recebendo apoio do deputado federal Diego Coronel, que teve uma votação expressiva nas últimas eleições, Juvenilson tem se movimentado bastante.

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Foto: Reprodução / Instagram

Além disso, Juvenilson tem participado de eventos do governador Jerônimo Rodrigues, ampliando sua presença até em Juazeiro. Contudo, sua ascensão não é vista como uma continuação do legado de Paulo Rangel por seus aliados na Assembleia Legislativa.

Juvenilson permanecia inelegível até 2030 devido a rejeições de suas contas enquanto foi prefeito. No entanto, uma recente decisão do TCU anulou sua condenação, permitindo a ele disputar nas próximas eleições.

No que diz respeito a Rangel, ele foi eleito conselheiro do Tribunal de Contas dos Municípios em março de 2024, recebendo 36 votos, superando Marcelo Nilo.

A votação contou com a ausência da bancada do PCdoB, que decidiu não participar em função de um entrave na candidatura de Falcão, que não conseguiu coletar as assinaturas necessárias. O partido se manifestou em nota, considerando a situação um “lamentável desrespeito”.

E você, o que acha sobre essa nova distribuição de votos e a possível candidatura de Juvenilson? Deixe sua opinião nos comentários.

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