Mensagens expõem briga por penduricalhos no MPSP: “Só quero pagar contas”

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Mensagens de um grupo do WhatsApp, com mais de 500 promotores e procuradores do Ministério Público de São Paulo (MPSP), revelam uma intensa discussão sobre o pagamento de penduricalhos e a disparidade salarial em relação aos desembargadores. O cenário se torna ainda mais tenso com críticas a um colega que recorreu ao Supremo Tribunal Federal (STF) para contestar benefícios que aumentaram os salários na carreira.

Os integrantes do grupo expressam seu descontentamento, afirmando que as verbas indenizatórias são essenciais para equilibrar seus salários, considerados inadequados em comparação aos dos magistrados. Um dos promotores desabafou: “Eu só quero pagar minhas contas”.

O grupo, chamado “Equiparação Já”, foca em duas reivindicações principais: a equiparação dos vencimentos com os do Tribunal de Justiça de São Paulo e a igualação entre ativos e aposentados do MPSP. Em agosto deste ano, um dos membros reportou ter recebido R$ 67 mil líquidos, enquanto outros superaram R$ 100 mil em dezembro de 2024 com gratificações e indenizações.

Discussões sobre carros de luxo revelam desigualdade

Um dos membros notáveis do grupo, o procurador Márcio Sergio Christino, ironizou sobre a extravagância de desembargadores, mencionando que eles discutiam sobre o prazer de andar de Porsche, enquanto os promotores lidam com dificuldades financeiras. Ele comentou: “Estou mais perto de ser visto como funcionário do que como igual”.

“Vocês já passearam de Porsche hoje? Isto me lembrou do almoço onde os desembargadores discutiam seus carrões”, escreveu Christino, buscando destacar a desigualdade financeira entre os membros do MPSP e a magistratura.

Enquanto isso, a procuradora Valéria Maiolini relatou sobre um juiz que adquiriu seu terceiro carro de luxo, o que gerou indignação em um cenário onde muitos lutam para cobrir despesas mensais.

Outro promotor disse que seus benefícios são essenciais apenas para manter as contas em dia. “Eu não quero um Porsche. Eu só quero pagar minhas contas”, afirmou. A preocupação com a diminuição salarial se transforma em uma luta por direitos que, segundo eles, são essenciais para a dignidade profissional.

Conflitos internos e críticas a um colega

Recentemente, um membro do MPSP processou o STF para barrar um auxílio, gerando reações hostis dos colegas, que o chamaram de “idealista” e “mesquinho”. A desaprovação é evidente nas mensagens que criticam a postura de quem se opõe aos benefícios.

“Uma burrice sem tamanho. Ação pequena de uma pessoa mesquinha”, disparou um dos membros, refletindo a indignação coletiva contra o colega.

A defesa dos penduricalhos se baseia na argumentação de que esses pagamentos são uma forma legítima de compensação pelo desgaste financeiro que enfrentam. “Estamos em uma classe social inferior, e isso é estrutural”, reiterou Christino.

O contexto electoral nas discussões

Essas tensões surgem em um período crucial, com as eleições para o Conselho Superior do Ministério Público (CSMP) agendadas para 6 de dezembro. Diversas chapas devem concorrer, e a competição acirra a atmosfera interna, com críticas abertas a candidatos e movimentos.

As mensagens revelam a frustração com a desigualdade de direitos e uma luta ardente por reconhecimento. Os membros do MPSP acreditam que a disparidade salarial precisa ser corrigida e afirmam que é essencial discutir e reivindicar as condições de trabalho.

E você, o que pensa sobre a situação enfrentada pelos promotores e procuradores? Deixe sua opinião nos comentários.

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