Estado de São Paulo confirma segunda morte por intoxicação causada por metanol

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O governo de São Paulo confirmou, neste sábado (4), a segunda morte por intoxicação por metanol. As vítimas são dois homens, de 46 e 54 anos, moradores da capital. O estado já contabiliza 162 notificações, com 14 casos confirmados, 148 em análise e 15 descartados.

Entre os casos em investigação, existem sete óbitos que aguardam confirmação laboratorial. Quatro dessas mortes ocorreram em São Paulo e as demais em São Bernardo do Campo e Cajuru. Todas as mortes suspeitas são de homens.

Na manhã de hoje, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou que o Brasil possui 127 notificações de intoxicação por metanol associadas ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas, com a maioria dos casos registrados em São Paulo. Também há registros em outros estados, como Pernambuco, Bahia, e Minas Gerais. Os números podem aumentar à medida que novas informações surgirem.

Ministério da Saúde amplia estoque de antídotos

Diante do aumento das intoxicações, o Ministério da Saúde anunciou a compra de 12 mil ampolas de etanol farmacêutico e 2,5 mil doses de fomepizol, medicamentos utilizados para tratar a intoxicação por metanol. A expectativa é que os antídotos estejam disponíveis até o fim da próxima semana.

Segundo Padilha, os medicamentos serão distribuídos a centros de toxicologia e hospitais universitários em todo o país. Ele destacou que essa ampliação garante que nenhum paciente fique sem acesso ao tratamento adequado. Os dois medicamentos podem ser administrados após a suspeita de intoxicação, sem esperar o resultado do laboratório, desde que haja encaminhamento médico.

A aquisição do fomepizol foi realizada com a ajuda do Fundo Estratégico da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e será enviada ao Brasil na próxima semana, sendo distribuída conforme a demanda dos estados. O ministro ressaltou a importância dessa aquisição rápida para reforçar o estoque estratégico do país.

Ações de vigilância e diagnóstico

Para acelerar as confirmações de intoxicação, o Ministério da Saúde mobilizou a Rede Nacional de Laboratórios de Vigilância Sanitária, com três unidades já analisando amostras: o Laboratório Central de Saúde Pública do Distrito Federal, o Laboratório Municipal de São Paulo e o Instituto Nacional de Controle de Qualidade em Saúde.

A Anvisa também identificou 604 farmácias de manipulação aptas a produzir etanol farmacêutico em caráter emergencial, garantindo cobertura em todas as capitais do país.

Essas intoxicações têm sido atribuídas ao consumo de bebidas alcoólicas adulteradas com metanol, uma substância altamente tóxica que pode causar cegueira e morte, mesmo em pequenas quantidades. As autoridades pedem que a população evite o consumo de produtos de origem desconhecida ou sem registro sanitário.

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