TRT-BA institui novo modelo de Justiça Itinerante para ampliar acesso à Justiça

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

O Tribunal Regional do Trabalho da 5ª Região (TRT5) anunciou uma nova iniciativa para facilitar o acesso à Justiça do Trabalho. A medida, chamada de Justiça Itinerante, foi publicada nesta quarta-feira e tem o objetivo de alcançar cidades menos atendidas e populações vulneráveis. O Provimento Conjunto foi assinado pelo presidente do tribunal, desembargador Jéfferson Muricy, e pela corregedora regional, desembargadora Ivana Mércio Nilo de Magaldi.

A Justiça Itinerante será implementada por duas frentes: a Vara Itinerante e o Cejusc (Centro Judiciário de Solução Consensual de Conflitos) Itinerante. As ações priorizarão áreas de difícil acesso e localidades que não possuem Varas do Trabalho. Embora as atividades sejam majoritariamente presenciais, a norma também prevê a realização de atos processuais de forma telepresencial, utilizando balcões virtuais e pontos de inclusão digital.

A Vara Itinerante contará com um juiz, um secretário de audiências e um servidor para segurança e transporte. A Corregedoria Regional será responsável por organizar “semanas de itinerância”, oferecendo suporte para situações urgentes, como casos de escravidão contemporânea.

A escolha das localidades para as atividades será baseada em critérios como demanda processual, dificuldade de acesso e a presença de populações vulneráveis. A norma destaca a importância de parcerias institucionais e prevê o uso de equipamentos públicos e espaços comunitários para as ações.

Outro ponto inovador do provimento é a integração de programas sociais ao projeto. A Presidência e a Corregedoria vão dialogar com a Escola Judicial e a Divisão de Sustentabilidade, Acessibilidade e Inclusão para incluir iniciativas voltadas a populações como indígenas, migrantes, ribeirinhos e quilombolas, além de programas contra o trabalho infantil e análogo ao de escravo. As ações também abrangerão questões de gênero e promoção da equidade racial.

Cada ação itinerante será monitorada por um procedimento administrativo específico (PROAD), que exigirá um relatório detalhado do diretor de secretaria em até 30 dias após o término das atividades. O relatório incluirá a lista de processos atendidos, quantidade de acordos homologados e ações sociais realizadas.

Esperamos que essa nova abordagem torne a Justiça mais acessível a todos. O que você pensa sobre essa iniciativa? Deixe sua opinião nos comentários!

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Técnicos de enfermagem investigados por mortes em UTI são denunciados

MPDFT denuncia por homicídio doloso três técnicos de enfermagem ligados ao Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF). O Ministério Público do Distrito Federal e...

Tragédia: Corpo e motocicleta de mototaxista “Ró” são encontrados em área de mata em Teixeira de Freitas

Caso de desaparecimento em Teixeira de Freitas chega a desfecho trágico. Romildo André Pereira, 47...

Tiee terá que participar de grupo de desconstrução da masculinidade após ser condenado por ameaçar ex

Tiee, nome artístico de Diogines Ferreira de Carvalho, foi condenado a 1 ano e 18 dias em regime aberto por ter ameaçado uma...