UE detalha como protegerá agricultores europeus no acordo com o Mercosul

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Na quarta-feira, dia 8 de outubro, a União Europeia (UE) buscou tranquilizar os agricultores europeus em relação ao acordo de livre comércio com o Mercosul. A proposta é investigar o impacto das importações e corrigir problemas, se necessário. No ano passado, os blocos econômicos concordaram em criar a maior zona de livre comércio do mundo, abrangendo cerca de 700 milhões de habitantes. Em setembro, Bruxelas deu início ao processo de ratificação do tratado.

A Comissão Europeia prometeu medidas de proteção robustas, especialmente para conseguir a aprovação da França, que é a principal opositora ao acordo. O país teme que o tratado represente uma ameaça à sua produção de carne bovina, aves, açúcar e biocombustíveis, além de solicitar proteções adicionais.

A expectativa é que a ratificação ocorra até o final de 2025, durante a presidência do Brasil no Mercosul. O acordo é apoiado por países como a Alemanha, que busca novas oportunidades de mercado, especialmente após a volta de Donald Trump à presidência dos Estados Unidos, com a imposição de tarifas.

Entre as medidas que a UE anunciou estão a vigilância intensa sobre produtos sensíveis, como carne bovina e frango. A Comissão se comprometeu a enviar relatórios sobre o impacto das importações a cada seis meses ao Parlamento Europeu e aos Estados-membros. Também será iniciada uma investigação se os preços dos produtos importados do Mercosul forem 10% mais baixos do que os da UE e se o volume de importações isentas de impostos aumentar acima de 10%.

Essas investigações deverão ser finalizadas em até quatro meses. Caso ocorra “dano grave” às produções locais, a UE poderá reinstaurar tarifas sobre os produtos afetados. Além disso, se um Estado-membro solicitar uma investigação, isso poderá acontecer em até 21 dias, se houver motivos válidos para isso.

Christophe Hansen, comissário de agricultura da UE, afirmou que a Comissão está preparada para agir rapidamente para proteger os interesses do setor agroalimentar europeu. Segundo ele, o acordo com o Mercosul poderia gerar uma economia de mais de 4 bilhões de euros (aproximadamente R$ 25 bilhões) em tarifas anuais para os exportadores europeus na América Latina.

Esse processo está gerando reações na cidade. Agricultores e ativistas têm protestado contra o tratado, alegando preocupação com a concorrência desleal e os efeitos negativos sobre a produção local. As discussões sobre o acordo continuam intensas e são um tema fundamental para o futuro do comércio entre a Europa e a América do Sul.

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