Emissora pública na Espanha pede desculpas por chamar crescimento de igrejas evangélicas de “perigoso”

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A emissora pública espanhola RTVE pediu desculpas pela maneira como retratou o crescimento das igrejas evangélicas em um programa transmitido no dia 22 de setembro de 2025. A atração, “Directo al Grano”, apresentou as igrejas como “preocupantes” e “perigosas”, gerando uma onda de reclamações entre telespectadores e organizações evangélicas.

A polêmica começou quando o episódio exibiu um segmento com imagens de congregações sem consentimento, retratando de forma negativa um pastor que não representava a diversidade da fé evangélica na Espanha. Isso levou a Federação de Entidades Religiosas e Evangélicas da Espanha (FEREDE) a apresentar uma queixa formal à RTVE.

Beatriz Ariño, ouvidora da RTVE, reconheceu as preocupações do público e enviou uma carta de desculpas: “Lamentamos profundamente a decepção e entendemos a sua raiva.” Ela reforçou que a emissora tem um compromisso contra a discriminação com base na religião e com a cobertura justa de diferentes crenças.

A equipe do programa admitiu que o trecho foi inadequado. Em uma transmissão posterior, a apresentadora Marta Flich esclareceu que o alerta se referia a “alguns pastores agindo por conta própria”, e não à Igreja Evangélica como um todo, que está presente no país há 150 anos.

O jornalista Daniel Hofkamp, do site Evangelical Focus, criticou a abordagem do episódio, alegando que ela refletia uma visão manipulada do evangelicalismo na Espanha. Ele destacou que muitas reportagens sobre o crescimento das igrejas evangélicas têm distorcido a narrativa, perpetuando preconceitos antigos e novos.

Hofkamp também observou que a crescente comunidade evangélica na Espanha, que se expandiu em parte através da imigração da América Latina, frequentemente enfrenta mal-entendidos. Ele instou os jornalistas a tratar a cobertura dos evangélicos com o mesmo respeito que têm com outras religiões, questionando se a RTVE deseja realmente informar seu público dessa maneira.

Essa situação marca um reflexo de um cenário mais amplo, onde a desinformação e os estigmas podem impactar a percepção pública de grupos religiosos. Você já notou alguma cobertura semelhante na mídia? Compartilhe suas opiniões nos comentários!

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