Estudante de medicina morto pela PM foi reconhecido por policiais: “Folgado”

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Novas imagens das câmeras corporais dos policiais militares envolvidos na morte do estudante de medicina Marco Aurélio Cárdenas Acosta revelam que os PMs conheciam a vítima, que residia a poucas quadras de onde foi baleada em 20 de novembro do ano passado. Guilherme Augusto Macedo, o autor do disparo, chegou a comentar com colegas que Marco Aurélio supostamente frequentaria uma localidade próxima.

JULIO E BOMBEIRO 1 1

Enquanto Marco Aurélio estava hospitalizado, agonizando, um policial, cujo nome não foi revelado, afirmou que sabia que o jovem era estudante de medicina e o descreveu como “folgado”. Esse comentário, aliás, foi utilizado pelos advogados da família para solicitar a prisão dos policiais, argumentando que a ação violenta não foi provocada por um tapa no retrovisor, como alegaram os PMs, mas por discriminação.

O caso teve início quando Marco Aurélio, desarmado e sem camisa, se refugiou em um hotel, perseguido pelos PMs. Após ser cercado, ele tentou se defender agarrando a perna de um policial, o que resultou em Guilherme Macedo disparando contra ele.

As Novas Revelações

As filmagens mostram que, minutos após o disparo, os policiais distorceram os fatos. Guilherme relatou que Marco Aurélio atacou, mas as imagens contradizem essa versão.

Os pais de Marco Aurélio, desde o homicídio, buscam justiça e, em junho, levaram o caso à Comissão de Direitos Humanos da ONU, exigindo ações efetivas do governo.

Atendimentos no Hospital

As novas imagens também documentam o atendimento recebido por Marco Aurélio no Hospital Ipiranga, que enfrentava problemas de infraestrutura e, por isso, o paciente foi submetido a uma cirurgia sem saber o local do projétil. Em um momento constrangedor, um bombeiro comentou de forma leviana: “Tem que sofrer mesmo”.

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As evidências apresentadas pelos advogados destacam um preconceito por parte dos policiais, que associaram Marco Aurélio à localidade mencionada, evidenciando uma visão estereotipada. As falas dos PMs ao se referirem a ele como “esse moleque” terminam por reforçar essa narrativa.

Esse trágico episódio levanta questões importantes sobre discriminação e uso da força por parte das autoridades. O que você pensa sobre o caso? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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