A atualidade política em Vieira (por Gustavo Krause)

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A corrida eleitoral para 2026 já começou. Os potenciais candidatos estão ajustando seus discursos e ações com o objetivo de conquistar os votos dos eleitores. O voto, um elemento essencial da cidadania, tem consequências diretas na vida das pessoas.

Entretanto, é importante lembrar que o voto não garante sempre a melhor opção. Seu principal papel é estabelecer prazos para os mandatos e promover a alternância do poder de forma pacífica. É um método, similar ao sorteio usado na democracia ateniense para definir funções públicas.

Nos dias de hoje, a chamada “democracia aleatória” vem sendo discutida tanto no campo teórico quanto como uma alternativa real ao modelo da democracia liberal, que enfrenta desafios profundos em nossa sociedade contemporânea.

Dois pensadores importantes, o economista e Nobel Friedrich Hayek e o filósofo John Burnheim, embora com diferenças, propõem uma “demarquia” que busca resolver os problemas funcionais da democracia representativa.

É fundamental estar consciente e empenhado em aprimorar nosso sistema político. Por enquanto, é importante usar de forma consciente os mecanismos que nosso Estado Democrático de Direito nos oferece, entre eles, o poder e o dever de votar.

Atualmente, um critério essencial na escolha dos candidatos é o compromisso com a ética pública. É preciso ser cauteloso, especialmente em um ambiente marcado pela delinquência, incluindo o crime organizado que afeta diversas esferas, inclusive a política.

Recentemente, reforcei essa ideia em um artigo que escrevi sobre o Padre Antonio Vieira e seu famoso Sermão do Bom Ladrão. Ele acreditava que tanto reis quanto ladrões compartilham responsabilidades, destacando que todos têm impacto na sociedade.

Vieira, citando São Basílio Magno, afirmava que os verdadeiros ladrões são aqueles que, com o poder que os reis conferem, roubam cidades e reinos. Em sua visão, os ladrões grandes são sustentados por um sistema que permite a corrupção em larga escala.

A reflexão que Vieira propõe é poderosa. Ele nos alerta que não é a política que corrompe o candidato, mas o voto que transforma o ladrão em político.

Convido você a refletir sobre a nossa realidade política e o papel que cada um de nós desempenha. Como você avalia essa dinâmica em Vieira? Compartilhe suas opiniões e vamos debater juntos!

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