Coroa imperial roubada do Louvre é encontrada danificada em rua próxima ao museu; polícia amplia investigação

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Uma das joias mais valiosas do Museu do Louvre, em Paris, foi encontrada danificada em uma rua próxima ao museu. O Ministério Público francês informou que se trata da coroa da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III, adornada com 1.354 diamantes e 56 esmeraldas.

Essa coroa faz parte das nove joias roubadas durante um assalto audacioso na manhã do domingo, dia 19. Criminosos invadiram o Louvre e levaram itens preciosos da Galeria de Apolo, conhecida por abrigar tesouros da realeza francesa. A localização da coroa danificada sugere que ela foi descartada durante a fuga dos ladrões.

Com a recuperação da coroa, a polícia francesa intensificou as investigações para rastrear os suspeitos. Após a invasão, eles fugiram em motocicletas, utilizando um guindaste acoplado a um caminhão para entrar no museu pela fachada voltada para o Rio Sena.

Ainda estão desaparecidas várias peças icônicas, incluindo uma coroa com safiras e quase 2 mil diamantes; um colar com oito safiras do Sri Lanka, que pertenceu à rainha consorte Maria Amélia; um conjunto de colar e brincos da imperatriz Maria Luisa, com 32 esmeraldas e 1.138 diamantes; além de um broche da imperatriz Eugênia, adquirido pelo museu em 2008 por 6,72 milhões de euros (aproximadamente R$ 42,2 milhões).

Curiosamente, o diamante Regent, avaliado em US$ 60 milhões, não foi levado. Esse diamante de 140 quilates é considerado o item mais valioso da coleção do Louvre.

A promotora de Paris, Laure Beccuau, revelou que as equipes de investigação estão revisando imagens de câmeras de segurança e entrevistando funcionários do museu. Há indícios de que trabalhadores internos possam ter colaborado com o grupo que se disfarçou de prestadores de serviço usando coletes amarelos.

“Todas as hipóteses estão sendo consideradas. Uma possibilidade é que o roubo tenha sido encomendado por um colecionador”, afirmou Beccuau. A polícia também investiga a conexão do crime organizado, suspeitando que as joias possam ser utilizadas para lavagem de dinheiro ou revendidas em mercados ilegais internacionais. “Hoje em dia, tudo pode estar ligado ao narcotráfico, dada a alta soma que essas peças podem gerar”, completou a promotora.

O roubo no Louvre levanta muitas questões sobre a segurança das joias históricas. O que você pensa sobre esse tipo de crime? Deixe sua opinião nos comentários.

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