Haddad diz que cumpriu a meta fiscal em 2024, cumprirá também neste ano e no próximo

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, declarou em entrevista à GloboNews que cumpriu a meta fiscal de 2024 e que manterá o mesmo compromisso para 2025 e 2026. Ele destacou, no entanto, que não é razoável que o Congresso interfira nas contas públicas em função das eleições de 2026, citando uma coalizão de deputados que visa dificultar a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, um dos favoritos para as próximas eleições.

Haddad mencionou que a estimativa de corte de R$ 7 bilhões nas emendas está subestimada. Segundo ele, não adianta ter uma meta fiscal se não houver ferramentas adequadas para alcançá-la. Ele ressaltou que a meta é uma proposta do Executivo, mas cabe ao Legislativo avaliá-la. O ministro pediu ao Congresso organização e ordem na economia, declarando que os frutos dos projetos aprovados devem ser compartilhados entre governo e Congresso.

Projeto de combate ao devedor contumaz

Haddad também enfatizou a importância de votar o projeto de combate ao devedor contumaz na Câmara dos Deputados, embora não esteja aguardando a aprovação para prosseguir com seu trabalho. Ele informou que é necessário retomar discussões sobre assuntos que o Congresso não quer tratar, como os supersalários e a aposentadoria dos militares.

O ministro destacou que a Receita Federal está intensificando o combate à sonegação de impostos e ao crime organizado, estabelecendo um núcleo que se tornará uma delegacia dedicada a este combate. Ele acredita que o Brasil é um dos poucos países que ignora esse tipo de crime.

Retirada de privilégios insustentáveis

Haddad afirmou ainda que o governo está retirando “privilégios insustentáveis” e que isso está gerando resultados econômicos mais consistentes. Ele comparou a situação do Brasil com a da Argentina, onde o presidente Javier Milei tem uma abordagem mais radical para ajustes fiscais. Segundo Haddad, o governo brasileiro adota uma postura mais cuidadosa.

O ministro finalizou dizendo que temas relevantes que foram rejeitados ou ignorados pelo Congresso precisam ser revisited. Isso inclui discussões sobre supersalários e fundos constitucionais, destacando que o governo já apresentou as propostas.

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