Altos salários e expertise: célula cumpre “salves” do PCC

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Uma operação recente revelou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) tem um plano para assassinar autoridades, incluindo o promotor de Justiça Lincoln Gakiya. Gakiya, em entrevista ao Metrópoles, informou que os responsáveis por esses crimes são membros de uma célula chamada “novo cangaço”, que se dedica estritamente a esses “salves”.

“São integrantes do PCC que normalmente atuam em roubos a carro-forte, a bancos. Esses criminosos têm conhecimento e experiência, além do uso de armamento pesado e explosivos”, explicou Gakiya.

Segundo o promotor, esses criminosos não têm funções rotineiras dentro da facção. Eles costumam receber salários entre R$ 20 mil e R$ 30 mil por mês, com todas as despesas pagas para completar suas missões. Se o planejamento envolver custos de até R$ 1 milhão, a facção se encarrega de disponibilizar esses recursos.

Plano de Execução do PCC

As investigações do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público de São Paulo, descobriram a existência dessa célula encarregada de vigilância que monitorava detalhadamente a rotina de Gakiya e do coordenador de presídios, Roberto Medina, além de seus familiares.

Essa apuração surgiu da análise de arquivos e mensagens interceptadas de integrantes do PCC presos por tráfico de drogas. Na manhã da última sexta-feira (24/10), o Ministério Público, em parceria com a Polícia Civil, executou uma operação contra os suspeitos de planejarem emboscadas para autoridades. Gakiya observou que a mesma estratégia foi utilizada na execução do ex-delegado Ruy Ferraz Fontes em 15 de setembro.

Na operação do dia 24, foram cumpridos 25 mandados de busca e apreensão nas cidades de Presidente Prudente, Álvares Machado, Martinópolis, Pirapozinho, Presidente Venceslau, Presidente Bernardes e Santo Anastácio, todas no interior de São Paulo.

A Operação Recon identificou os envolvidos na fase de reconhecimento e vigilância, além de apreender materiais que serão submetidos à perícia. Isso poderá ajudar a descobrir os responsáveis pela execução do atentado.

Ameaças ao Promotor

Lincoln Gakiya, que atua no combate ao PCC há 20 anos, vive sob escolta de grupos de elite da Polícia Militar há mais de 10 anos devido a constantes ameaças de morte. A primeira ordem de assassinato contra ele foi dada em 2005.

Em setembro de 2020, um plano do PCC de assassinar Gakiya foi descoberto após a polícia encontrar uma carta na Penitenciária 1 de Presidente Bernardes. Isso foi em resposta à transferência de líderes da facção para presídios federais.

Além disso, em 2018, houve suspeitas de ordens de assassinato contra o promotor quando Marcola estava em Presidente Venceslau. Na ocasião, duas mulheres foram presas após serem flagradas saindo da penitenciária com cartas que ordenavam a morte de Gakiya.

O crescente envolvimento de facções criminosas em planos de execução evidencia os riscos que autoridades enfrentam em suas funções. O que você pensa sobre isso? Compartilhe sua opinião nos comentários.

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