“Não há país forte quando o crime organizado está governando”, diz Tarcísio

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O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), reforçou a necessidade de um novo projeto de lei que classifique o crime organizado como terrorismo. Durante uma videoconferência nesta quinta-feira, ele afirmou que essa medida é essencial para fortalecer o combate às facções no Brasil.

“Não vai haver país forte quando o crime organizado está governando. Mudanças na legislação são fundamentais para endurecer penas e aumentar o custo do crime”, declarou. Ele também mencionou o PCC e os ataques de 2006 em São Paulo como exemplos de ações terroristas.

Veja na íntegra:

Criminoso não é vítima da sociedade. O Estado precisa cuidar do cidadão de bem, de quem trabalha e faz este país crescer. É hora de endurecer as leis. As facções e organizações que tanto mal causam à população devem ser reconhecidas pelo que realmente são: terroristas. pic.twitter.com/cFtZjyBNAu

— Tarcísio Gomes de Freitas (@tarcisiogdf) October 30, 2025

Essas declarações ocorreram durante uma reunião de governadores de direita, que aconteceu após uma megaoperação contra o Comando Vermelho, que resultou em 121 mortes no Rio de Janeiro na terça-feira, 28 de outubro. Tarcísio elogiou a atuação das forças de segurança fluminenses e ofereceu apoio aos policiais de São Paulo.

Ele também destacou as ações de sua gestão em São Paulo, mencionando progressos na segurança pública, como o combate à Cracolândia, ao crime organizado no setor de transportes e combustíveis, além de questões relacionadas à lavagem de dinheiro.

Disputa política

Após as notícias sobre a operação no Rio, políticos de direita pediram a classificação das facções como terroristas, apoiados por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Por outro lado, o governo Lula (PT) defende que organizações como o PCC e o CV não se enquadram nesse tipo de classificação, uma vez que não possuem inclinação ideológica.

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, já se manifestou contra o projeto, argumentando que a mudança relativiza o conceito de organizações terroristas. “Grupos terroristas são aqueles que causam perturbação social e política grave e têm uma inclinação ideológica. Isso não ocorre com organizações criminosas”, afirmou.

A megaoperação no Rio de Janeiro deixou ao menos 121 mortos, incluindo quatro policiais. Durante a ação, 113 pessoas foram presas e 118 armas foram apreendidas, evidenciando a força da facção Comando Vermelho na região.

O debate sobre a classificação do crime organizado como terrorismo está acirrando ânimos no Brasil. O que você pensa sobre essa proposta? Compartilhe suas opiniões nos comentários.

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