Impunidade: Dois anos após atropelamento fatal, família de ciclista cobra justiça em Mucuri

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Mucuri: A dor da perda se transformou em uma luta contra o esquecimento e a impunidade. Há mais de dois anos, a família e os amigos de Adalto Aires dos Santos, ciclista de 44 anos, aguardam uma resposta da Justiça sobre o atropelamento que tirou sua vida no dia 15 de julho de 2023, no KM 942 da BR-101, em Itabatã, distrito de Mucuri/BA.

A família relatou à reportagem a frustração com a lentidão do processo. Eles afirmam que a condutora do veículo, Daniela Pereira de Jesus Sanders, não enfrentou sanções e continua a trafegar normalmente pelas ruas da cidade, como se nada tivesse acontecido.

“Além da dor da perda, convivemos diariamente com a sensação de impunidade, como se a vida do nosso ente querido não tivesse valor. O tempo que passou é suficiente para termos uma resposta da Justiça”, desabafou um familiar.

Uma morte que comoveu a cidade: O acidente teve um desfecho trágico. Adalto foi atropelado por um veículo VW/Polo Sedan, de cor prata, conduzido por Daniela. Ele foi socorrido em estado grave e levado inicialmente ao Hospital Municipal São José, em Mucuri, e depois transferido para o Hospital Municipal de Teixeira de Freitas (HMTF), onde lutou pela vida por oito dias antes de falecer, em 22 de julho.

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Sua morte causou grande comoção entre os moradores. Adalto era uma figura ativa e querida entre os ciclistas, participando de grupos como “Alto Giro de Itabatã” e “MTB Itabatã”. Ele também era amigo de jornadas do grupo “Foco no Pedal”, em Teixeira de Freitas, que abraçou a causa da família. Seu corpo foi velado em Teixeira de Freitas e sepultado em Formosa do Rio Preto, sua cidade natal, no Oeste da Bahia.

A busca por justiça: A situação de Adalto ilustra um problema recorrente no Brasil. Os acidentes de trânsito figuram entre as maiores causas de morte no país, levando a um endurecimento das penas para crimes nesse contexto. A família espera que o Poder Judiciário local olhe com seriedade para o caso, garantindo que a memória de Adalto seja honrada com a justiça adequada.

O espaço permanece aberto para Daniela Pereira de Jesus Sanders apresentar sua versão dos fatos.

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