Maior porta-aviões do EUA entra no Caribe em meio à tensão com a Venezuela

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Neste domingo, 16 de novembro, o porta-aviões USS Gerald R. Ford, o mais moderno da Marinha dos Estados Unidos, adentrou o mar do Caribe. Essa movimentação ocorre em um momento de intensificação das pressões militares norte-americanas na região, especialmente com foco na Venezuela. A operação do governo de Donald Trump visa combater embarcações suspeitas de tráfico de drogas.

A Marinha confirmou que o Ford, acompanhado por navios de escolta, cruzou a Passagem de Anegada, próxima às Ilhas Virgens Britânicas. Essa movimentação faz parte da “Operação Southern Spear”, que desde setembro já realizou 20 ataques contra pequenas embarcações nos mares do Caribe e do Pacífico Leste, resultando em pelo menos 80 mortes, embora o governo não tenha apresentado provas claras de que os alvos eram narcotraficantes.

Com a chegada do porta-aviões, a missão americana agora conta com aproximadamente 10 navios e cerca de 12 mil militares. O grupo de ataque inclui caças, destróieres e aeronaves de apoio. O comandante da força-tarefa, contra-almirante Paul Lanzilotta, destacou que o objetivo é proteger o Hemisfério Ocidental contra ameaças transnacionais.

O almirante Alvin Holsey, que comanda as operações militares dos EUA na região, mencionou que as forças estão preparadas para enfrentar qualquer ameaça que busque desestabilizar a área. Ele deixará o cargo no próximo mês após um ano de trabalho.

Em Trinidad e Tobago, localizado a apenas 11 quilômetros da costa venezuelana, o governo informou que as forças militares locais iniciaram exercícios conjuntos com tropas americanas. O ministro das Relações Exteriores, Sean Sobers, afirmou que essa é a segunda atividade do tipo em menos de um mês, voltada ao combate ao crime organizado. O primeiro-ministro do país tem demonstrado apoio público às ações dos EUA.

Por outro lado, o governo de Nicolás Maduro caracterizou os exercícios como uma agressão, embora tenha se mantenha em silêncio sobre a chegada do porta-aviões. Maduro enfrenta acusações de narcoterrorismo nos EUA e alegou que Washington está fomentando um conflito contra sua administração. A Venezuela também anunciou uma mobilização ampliada de tropas e civis em resposta às operações americanas.

A entrada do Ford no Caribe levantou questionamentos sobre os planos do governo de Trump. O presidente declarou que pretende “parar as drogas que entram por terra”, o que sugere uma possível ampliação das operações. No Congresso, parlamentares de ambos os partidos pedem mais clareza sobre a base legal dessas ações, mas propostas para limitar a autoridade presidencial foram rejeitadas pela maioria republicana.

Especialistas estão divididos sobre a possibilidade de ataques aéreos dentro da Venezuela. Independentemente disso, a presença do porta-aviões já muda o cenário regional. Elizabeth Dickinson, do International Crisis Group, afirmou que isso mostra a força militar dos EUA na América Latina, o que acabou elevando a tensão não só na Venezuela, mas em toda a região.

E você, o que pensa sobre essa situação? A presença militar dos EUA é um sinal positivo ou um agravante para a paz na região? Deixe sua opinião nos comentários.

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