INSS: ex-ministro pró-Palestina era “Yasser” em planilha de propinas

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O ex-ministro da Previdência, José Carlos Oliveira, foi alvo da recente fase da Operação Sem Desconto, que aconteceu na semana passada com a ação da Polícia Federal. Oliveira, que também era conhecido pelos codinomes “São Paulo” e “Yasser”, estava envolvido em denúncias de propinas ligadas à Confederação Nacional de Agricultores e Empreendedores Familiares Rurais (Conafer), relacionada a um esquema de descontos indevidos do INSS.

Esses codinomes foram atribuídos devido à atuação de Oliveira em São Paulo, onde ocupou cargos importantes, incluindo o de superintendente do INSS. Vale lembrar que ele também já foi candidato a vereador na capital paulista. O nome “Yasser” remete a Yasser Arafat, ex-líder palestino, a quem Oliveira homenageia por sua paixão pela causa palestina, após ter se convertido ao islamismo e mudado seu nome para Ahmed Mohamed Oliveira.

Na última quinta-feira, Oliveira passou a usar uma tornozeleira eletrônica, uma decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Durante a mesma operação, três ex-dirigentes do INSS, incluindo o ex-presidente Alessandro Stefanutto, foram detidos.

Mensagens e planilhas revelam esquema

Durante as investigações, a PF encontrou uma planilha que indicava um pagamento de R$ 100 mil a “São Paulo Yasser” em fevereiro de 2023. Naquele momento, Oliveira já não era mais ministro. Seu sócio, Edson Yamada, atuava como diretor de benefícios do INSS, sendo responsável por autorizar os acordos que permitiam descontos nos contracheques dos aposentados.

Além disso, uma mensagem de WhatsApp interceptada pela PF mostrou Oliveira agradecendo a Cícero Marcelino de Souza Santos, identificado como operador financeiro da Conafer, após receber um pagamento suspeito. Ao todo, a entidade é acusada de desviar R$ 640,9 milhões em recursos dos aposentados.

Oliveira foi ministro da Previdência entre março e dezembro de 2022 e assumiu o cargo após Onyx Lorenzoni, que saiu para concorrer ao governo do Rio Grande do Sul. Antes de ser ministro, Oliveira já tinha uma longa trajetória no INSS.

Defesa da Palestina em depoimento

A conexão de Oliveira com o islamismo e a Palestina foi abordada em seu depoimento à CPMI do INSS em setembro. Durante a sessão, ele fez uma defesa clara da causa palestina, o que gerou questionamentos, especialmente do deputado Alfredo Gaspar, que brincou sobre a possível associação com o Hamas. Oliveira foi firme em dizer que o povo palestino é, na verdade, uma vítima dessa organização.

Na reunião, Oliveira também falou sobre sua mudança de nome para Ahmed Mohamed, explicando que era muçulmano há anos, mas não havia conseguido oficializar a alteração até recentemente.
Ele enfatizou a importância de sua identidade, dizendo que sua filha já tinha seu nome muçulmano desde o nascimento.

O desdobramento desse caso levanta questões importantes sobre corrupção e como esses esquemas impactam os moradores. O que você pensa sobre essa situação? Deixe sua opinião nos comentários!

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