Social media do crime: como o CV usa a web para disseminar fake news

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Desde a década de 1970, o crime organizado no Brasil tem adotado estratégias diversas para aumentar seu poder e obter lucro com atividades ilegais. O Comando Vermelho (CV) criou uma estrutura que funciona como uma “assessoria do crime”. O objetivo é driblar a polícia, fortalecer sua influência e espalhar informações falsas.

Com presença em 25 estados e no Distrito Federal, as operações do CV se repetem em várias regiões. Usando plataformas como X (antigo Twitter), WhatsApp e comunidades no Telegram, os líderes criminosos publicam comunicados e avisos direcionados à população.

Funções Específicas dentro do Crime

As mensagens não são criadas por qualquer membro. Os traficantes são designados para tarefas específicas dentro das células criminosas. Washington César Braga da Silva, conhecido como “Grandão”, tem sido apontado como um gestor do crime no Complexo da Penha. Ele é responsável por elaborar os comunicados que são disseminados online.

Além de gerenciar a comunicação, ele também organiza a escala de plantão nos pontos de venda de drogas e define normas de comportamento e estratégias de defesa.

A Guerra das Narrativas

Para enfrentar a situação, a Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) está investindo no controle das narrativas. A assessoria de comunicação da polícia, antes apenas administrativa, se tornou uma ferramenta estratégica para informar e engajar a população em diversas plataformas.

Em sua sede, uma equipe dedicada reformulou a forma de mostrar os resultados das operações. O Secretário de Polícia Civil, Felipe Curi, acredita na relevância desse investimento.

“O Curi tem a visão de que existem duas guerras: a primeira no front, onde os policiais atuam, e a segunda, que é a mais importante, a guerra da narrativa”, explica Iuri Cardoso, chefe da assessoria de comunicação.

Conectando-se com o Público

Para alcançar diferentes públicos, a equipe da PCERJ procura entender como “furar a bolha” informativa. Um exemplo disso ocorreu em outubro, quando a novela “Vale Tudo” estava em alta. A coordenadora de mídias sociais, Mariana Albuquerque, sugeriu criar um vídeo que misturasse cenas da novela com mensagens sobre o porte ilegal de armas. O resultado foi um sucesso, com milhares de visualizações.

Essa abordagem mostra como a PCERJ está se adaptando para lidar com a nova realidade das redes sociais, buscando neutralizar as fake news e manter a população bem informada.

Qual a sua opinião sobre o uso das redes sociais por facções criminosas? Deixe seu comentário e compartilhe suas ideias.

Comentários do Facebook

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Suspeito é preso por envolvimento em ataque a tiros na Lavagem do Bonfim que deixou um morto e 7 feridos

Um homem de 33 anos foi preso nesta quarta-feira, 18 de janeiro, suspeito de participação no homicídio registrado durante a Lavagem do Bonfim,...

PF investiga se desvios do INSS pagaram viagens de Lulinha

A Polícia Federal investiga se recursos desviados do INSS foram usados para custear viagens do empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha,...