Erika Hilton envia “notícia-crime” contra Nikolas Ferreira por uso de celular perto de Bolsonaro

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A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) encaminhou uma notificação ao ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, neste domingo (23). O foco da denúncia é o deputado Nikolas Ferreira (PL-MG), flagrado usando o celular em uma visita ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Esse encontro aconteceu na residência de Bolsonaro, onde ele estava sob prisão cautelar domiciliar desde agosto. Erika ressalta que, segundo imagens veiculadas por uma emissora de TV, o uso do celular viola uma ordem judicial que proíbe este tipo de ato na presença do ex-presidente.

A visita ocorreu um dia antes de Bolsonaro ter tentado violar sua tornozeleira eletrônica, o que resultou na decretação de sua prisão preventiva devido ao risco de fuga.

Erika Hilton também acredita que Nikolas Ferreira teria auxiliado o ex-presidente em uma possível tentativa de fuga.

“A conduta descumpre ordem judicial e aponta para uma possível instigação ao plano de evasão”, declarou a deputada em sua postagem.

Como forma de preservar as provas, ela solicitou a apreensão do celular do deputado mineiro.

Por sua vez, Nikolas Ferreira se defendeu nas redes sociais, afirmando que não recebeu nenhuma comunicação prévia sobre restrições ao uso de celular durante a visita ao ex-presidente.

Ele ainda criticou a utilização de drones para filmar a casa de Bolsonaro, chamando isso de uma “invasão grave de privacidade” e afirmando que a prática não se alinha aos princípios de ética jornalística.

No final de semana, Jair Bolsonaro foi preso pela Polícia Federal (PF) após a decisão de Moraes, que mencionou um risco de fuga após o ex-presidente ter tentado violar a tornozeleira eletrônica e organizando uma vigília com o apoio de seu filho, o senador Flávio Bolsonaro.

Na audiência de custódia por videoconferência, Bolsonaro relatou ter tido uma “alucinação” sobre escutas em sua tornozeleira, o que o levou a tentar abri-la com um ferro de soldar. Ele explicou que teve uma “certa paranoia” nos dias anteriores, em decorrência de medicamentos que estava usando.

O desdobramento dessa situação levanta questões importantes sobre a legislação e a privacidade nas relações políticas. O que você acha dessa polêmica? Deixe seu comentário e compartilhe sua opinião.

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