Após golpe, militares de Guiné-Bissau nomeiam general como presidente interino

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Os militares de Guiné-Bissau anunciaram a nomeação de Horta N’Tam como presidente interino do país, um dia após o golpe que resultou na detenção do presidente Umaro Sissoco Embaló e na interrupção do processo eleitoral. A informação foi divulgada em uma coletiva de imprensa em Bissau.

O general Horta N’Tam, que antes era chefe do Estado-Maior do Exército, irá liderar a junta golpista por um ano. Após prestar juramento no quartel-general das Forças Armadas, ele declarou que Guiné-Bissau enfrenta um momento muito crítico e que medidas urgentes são necessárias, solicitando a participação de todos.

O golpe ocorreu na véspera da divulgação dos resultados provisionais das eleições presidenciais e legislativas, realizadas no último domingo. Tanto o presidente em fim de mandato quanto o opositor Fernando Dias de Costa reivindicavam a vitória. O novo líder enfatizou que a intervenção militar visava garantir a segurança nacional.

No comunicado, os militares afirmaram ter tomado “o controle total do país” e detido Embaló. O general Denis N’Canha, chefe do gabinete militar, mencionou que houve um plano para desestabilizar a região, possível devido ao envolvimento dos barões das drogas, que inclui a introdução de armas para mudar a ordem constitucional.

Guiné-Bissau, um país de cerca de 2,2 milhões de habitantes, lida com problemas de corrupção e é conhecido como um ponto estratégico no tráfico de drogas entre a América do Sul e a Europa. O presidente detido foi informado de que seu tratamento está sendo feito de forma adequada. Além dele, o líder opositor Domingos Simões Pereira também foi preso.

Desde a independência de Portugal em 1974, Guiné-Bissau já passou por quatro golpes de Estado e várias tentativas de golpe. Na capital, Bissau, a presença militar se intensificou, com checkpoints em ruas principais e um clima de tensão na população, que se sentiu alarmada com os disparos ouvidos durante a noite do golpe.

Esse cenário levanta preocupações sobre o futuro do país e as consequências políticas da ação militar. O que você acha sobre a situação atual de Guiné-Bissau? Deixe sua opinião nos comentários.

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