O incêndio devastador em um conjunto habitacional em Hong Kong, ocorrido na semana passada, resultou na trágica morte de 146 pessoas, conforme anunciou a polícia neste domingo (30). As buscas em três prédios do Wang Fuk Court continuam, e agentes da Unidade de Identificação de Vítimas de Desastres encontraram mais corpos durante as operações.
O superintendente-chefe Tsang Shuk-yin, responsável pela investigação, declarou em coletiva de imprensa que as operações ainda estão em andamento. “Às 16h (5h no horário de Brasília), o número de mortos chegava a 146. Não podemos descartar a possibilidade de mais vítimas”, afirmou Tsang.
Neste domingo, mais de mil pessoas compareceram ao local para prestar homenagens às vítimas, formando longas filas no distrito de Tai Po, no norte de Hong Kong. As autoridades locais formaram uma força-tarefa interdepartamental para investigar as causas do incêndio.
A situação levou o órgão anticorrupção de Hong Kong a prender 11 pessoas relacionadas ao caso, sendo que três delas também enfrentarão acusações de homicídio culposo. O consulado da Indonésia confirmou a morte de pelo menos sete cidadãos indonésios no incidente, e um trabalhador filipino também perdeu a vida, segundo informações do consulado da Filipinas.
Como resposta à tragédia, o Departamento de Edificações de Hong Kong suspendeu temporariamente as obras em 30 projetos de construção privados em toda a região.
Essa tragédia é um lembrete doloroso da importância da segurança em edificações. Como você vê a situação? Compartilhe seu comentário ou opinião. Sua perspectiva é fundamental.

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