Líder do PT critica pedido de arquivamento da cassação de Carla Zambelli e pede ao STF a perda do mandato

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A Câmara dos Deputados enfrenta uma controvérsia com o surgimento de uma “bancada de foragidos”, composta por parlamentares atuando no exterior. Esse assunto foi destacado pelo líder do PT, Lindbergh Farias (RJ), que se manifestou sobre a decisão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), que rejeitou o pedido de cassação da deputada Carla Zambelli (PL-SP).

O parecer do deputado Diego Garcia (Republicanos-PR) defendeu a continuidade do mandato da parlamentar, que atualmente está detida na Itália, cumprindo uma condenação de dez anos por ter liderado a invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Com o pedido de vista feito por Paulo Azi (União-BA), presidente da CCJ, a análise do relatório contra Zambelli foi adiada por duas sessões.

Em resposta, Lindbergh Farias anunciou que a bancada do PT apresentou um mandado de segurança ao Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando a perda imediata do mandato de Zambelli, em respeito à decisão judicial já proferida.

“É um escândalo que o relator do caso Zambelli esteja pedindo arquivamento. Ele não quer cassar a deputada, isso é inaceitável. O Conselho de Ética já absolveu Eduardo Bolsonaro, e agora podem seguir pelo mesmo caminho com Zambelli, que já possui duas condenações transitadas em julgado e está presa na Itália. É a bancada de foragidos”, disparou Lindbergh, reforçando que a Câmara deveria ter declarado a perda do mandato no momento da condenação.

No relatório, que possui 148 páginas, Diego Garcia argumenta que não há provas suficientes para comprovar que Carla Zambelli liderou a invasão aos sistemas do CNJ. Ele afirma que a condenação se baseou apenas no depoimento do hacker Walter Delgatti, que teria mudado sua versão em várias ocasiões. Garcia conclui que não existem outros elementos que sustentem a condenação.

Os colegas de Zambelli no PL estão mobilizados para garantir votos para aprovar o arquivamento do processo de cassação. A deputada Bia Kicis (PL-DF), que lidera a defesa de Zambelli, defende que ela foi “perseguida” pelo Judiciário e argumenta que não há justificativa para a perda do mandato que a deputada recebeu na sua eleição por São Paulo.

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