Petro manda recado a Trump e pede que militares defendam a Colômbia

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Imagem colorida mostra o presidente da Colômbia, Gustavo Petro - Metrópolis
Imagem colorida mostra o presidente da Colômbia, Gustavo Petro — Metrópolis

O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, mandou um recado direto aos Estados Unidos e pediu que militares defendam a soberania do país com suas próprias vidas. A declaração ocorreu nesta quinta-feira, 4 de dezembro, em meio às ameaças de Donald Trump contra a América Latina e o Caribe.

“Aqui nós defendemos a soberania com nossas próprias vidas”, disse Petro durante um evento realizado na Escola Militar José María Córdova. “E advertimos que a Colômbia não se deixa ser ameaçada, e quem passar da ameaça à ação só acordará o jaguar que está adormecido no povo”.

Apesar da declaração, Petro afirmou que a Colômbia está disposta a resolver “quaisquer divergências” por meio do diálogo e da diplomacia.

O tom beligerante chega em meio a uma mobilização militar dos EUA na região, sob a justificativa de combater grupos ligados ao tráfico internacional de drogas. A postura da Colômbia acontece justamente quando a tensão entre Washington e governos da região tem ganhado destaque.

No fim de outubro, Petro passou a ser citado por autoridades norte-americanas como tendo ligações com cartéis de drogas na região, e acabou alvo de sanções dos EUA — caminho que também é aplicado a Nicolás Maduro, na Venezuela.

Até o momento, a chamada guerra contra narcoterroristas atingiu apenas embarcações no mar do Caribe e no Pacífico. Segundo Washington, as embarcações estariam transportando drogas para os EUA, mas as provas apresentadas não foram conclusivas.

Nesta terça-feira, 2 de dezembro, Trump voltou a subir o tom contra países da América Latina e afirmou que qualquer nação envolvida na produção ou venda de drogas para os EUA pode ser alvo de ataques militares.

A conjuntura internacional envolve, portanto, uma escalada de retórica entre Washington e boa parte da região. Vale lembrar que Donald Trump é o atual presidente dos Estados Unidos, desde janeiro de 2025.

E você, como vê esse acirramento entre EUA e governos da região? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe da conversa sobre o futuro da cooperação regional e da soberania nacional.

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