Salvador registra caso de raiva em cachorro de três meses; saiba mais

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A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) registrou um caso de raiva em um cão com menos de três meses de idade, em Salvador. A confirmação foi feita pela pasta, em nota enviada ao Bahia Notícias, nesta quinta-feira (4). No comunicado, a SMS explicou que o episódio foi detectado por um laboratório. 

Segundo o órgão, a idade do animal ainda não permite que seja aplicada uma vacinação, por conta de uma recomendação do Ministério da Saúde. A SMS informou que o animal foi recolhido das ruas e apresentou provável exposição prévia ao animal silvestre. 

De acordo com a secretaria, a positividade observada neste episódio possivelmente é compatível com variantes associadas a morcegos. Foram iniciadas imediatamente medidas medidas preconizadas pelos protocolos nacionais, a exemplo de bloqueio vacinal nas áreas de circulação do animal; busca ativa de pessoas e animais que tiveram contato direto ou indireto, com encaminhamento da profilaxia pós-exposição humana, quando indicada; ações casa a casa, realizadas por médicos-veterinários e Agentes de Combate às Endemias, vacinação de cães e gatos do entorno, orientação aos moradores e monitoramento de sinais clínicos; investigações epidemiológicas e coleta de informações, conforme fluxo pactuado com a vigilância estadual e Ministério da Saúde.

A SMS disse ainda que emitiu um Alerta Epidemiológico direcionado às equipes assistenciais, vigilâncias municipais, serviços que atuam diretamente com animais e unidades de saúde para apoiar a tomada de decisões, evitar desinformação e promover comportamentos preventivos.

É importante lembrar que a vacinação de cães e gatos a partir de três meses de idade continua sendo o método mais eficaz de prevenção da raiva.

OUTRAS ORIENTAÇÕES
Evitar contato com morcegos, raposas, saguis ou qualquer animal silvestre, vivos ou mortos. Não existe vacina destinada a esses animais, que são protegidos por legislação ambiental, e causar-lhes dano é crime.

Animais silvestres encontrados em residências devem ser comunicados ao Centro de Controle de Zoonoses pelo telefone 3202-0984 ou 156.

Profissionais que manipulam animais devem manter esquema de profilaxia pré-exposição atualizado, conforme seu grupo de risco.

PROCEDIMENTOS EM SITUAÇÕES DE RISCO
Pessoas mordidas, arranhadas ou que tiveram contato com a saliva de animais suspeitos devem procurar imediatamente um serviço de saúde para avaliação da necessidade de profilaxia.

Morcegos encontrados caídos, mortos ou em comportamento atípico não devem ser tocados. A orientação é acionar a vigilância municipal.

Animais domésticos com mudança de comportamento, agressividade súbita, salivação excessiva ou dificuldade motora devem ser avaliados por médico-veterinário e notificados aos serviços de vigilância.

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