Escolha de Bolsonaro frustra políticos que desejam cadeira de Tarcísio

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Principais pontos: 1) Jair Bolsonaro escolheu o filho Flávio como candidato à Presidência em 2026, rompendo com a ideia de manter o espaço para Tarcísio de Freitas na disputa ao Planalto; 2) a decisão altera o cenário para o governo de São Paulo, onde aliados de Tarcísio aguardavam a posição dele; 3) a escolha muda o timetable da esquerda e reconfigura a corrida no maior colégio eleitoral do país.

Tarcísio de Freitas era visto como o fiel da balança para definições de 2026, tanto no plano nacional quanto em São Paulo. Entre mudanças no xadrez político, aliados discutiam quem representaria o governador na chapa em SP, caso ele fosse o nome indicado ao Palácio do Planalto.

Os nomes cotados para o governo de São Paulo eram o prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB); o presidente da Assembleia Legislativa (Alesp), André do Prado (PL); o deputado Guilherme Derrite (PP); e o vice-governador, Felício Ramuth (PSD). O PSD nacional, liderado por Gilberto Kassab, que atua como secretário de Governo de Tarcísio, também era mencionado como opção.

Outro nome que circulava era o do ex-ministro do Meio Ambiente Ricardo Salles (Novo). Salles já vinha defendendo a candidatura ao governo paulista sem a participação de Tarcísio. Se o governador optar pela reeleição, Salles disse que disputará o Senado.

Surpresa entre aliados

A escolha de Flávio Bolsonaro pegou de surpresa parte dos aliados de Tarcísio, que ainda viam o governador como possível cabeça de chapa para enfrentar Lula em 2026. Após o anúncio, interlocutores próximos de Bolsonaro e de Tarcísio disseram ter ficado sabendo pela imprensa. Flávio afirmou ao Metrópoles que conversou com Tarcísio antes do anúncio e que o governador pode contar com ele “para o que der e vier”.

Mesmo com o choque inicial, muitos acreditam que o anúncio prematuro pode ter como objetivo adiantar a pré-campanha do filho de Bolsonaro, ganhando tempo para estruturar a aparição nacional. Outros dizem que o movimento aumenta a pressão sobre Tarcísio, colocando o governador paulista na mira de adversários.

Quem acompanha o trabalho da famiglia Bolsonaro aponta que Flávio precisa começar a rodar o país logo para montar a base da candidatura.

Impactos na esquerda

A permanência de Tarcísio em São Paulo afeta a estratégia da esquerda. Com o governador visto como favorito para a reeleição, o PT aposta em um nome capaz de levar a disputa ao menos ao segundo turno para criar um palanque sólido para Lula no maior colégio eleitoral do país.

Entre as opções do PT, o ex-prefeito e atual ministro da Fazenda, Fernando Haddad, aparece como um nome conhecido do eleitorado e com histórico de vitórias e derrotas. Haddad é visto como alguém que cumpre missões políticas para Lula, mesmo diante de chances de derrota.

Se Tarcísio ficar de fora da disputa em São Paulo, o nome do vice-geral do PSB, Geraldo Alckmin, surge com chances reais de vitória. O ex-governador é citado como capaz de atrair votos da região interior e ameaçar o domínio atual. Além dele, o ex-governador e ministro do Empreendedorismo, Márcio França (PSB), também entra como pré-candidato em aberto.

Até aqui, a leitura era de que Tarcísio disputaria o Planalto e Ricardo Nunes ficaria com o governo de SP. Com a mudança, a oposição tende a concentrar o escrutínio sobre a gestão de Tarcísio na cidade e no estado, ajustando a estratégia para o cenário local.

E você, como lê esse rearranjo? Deixe sua opinião nos comentários e conte como essa decisão muda sua visão sobre a corrida presidencial e as eleições em São Paulo.

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