Pai não vacina filhas e se arrepende após a caçula entrar em coma

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A rotina da família Dunion mudou abruptamente em novembro, quando Sienna, então com 4 anos, perdeu a consciência repentinamente em Nottingham, no Reino Unido. O pai Gary e a mãe Angelina relatam que a filha permanece desacordada e que a decisão de não vacinar as filhas, por terem sido influenciados por relatos sobre imunizantes, pesa na vida da família.

Depois de exames, médicos diagnosticaram encefalite necrosante aguda (ENA), uma condição cerebral rara associada a infecções que costumam começar com febre, especialmente a gripe. A ENA resulta de uma resposta imune exagerada que ataca o tecido cerebral e pode levar à deterioração rápida do cérebro. Além do dano neurológico, Sienna enfrentou complicações abdominais graves, com vazamento intestinal e lactato elevado no sangue, levando à remoção de 60% do intestino para preservar funções vitais.

Dias depois, uma nova intervenção cirúrgica foi necessária devido ao acúmulo de ar na cavidade abdominal, o que ampliou o tempo de internação e tornou o prognóstico incerto. A família enfrenta uma trajetória longa de cuidados médicos, terapias e monitoramento neurológico enquanto Sienna permanece sob cuidados na unidade de terapia intensiva.

Pai não vacina filhas e se arrepende após a criança entrar em coma

“O caminho pela frente é incrivelmente desafiador, e talvez nunca mais tenhamos a Sienna de antes. Devido aos danos cerebrais causados pela ENA, quando Sienna finalmente acordar, ela não conseguirá andar, falar ou comer, e precisará de cuidados neurológicos intensivos”, lamentou o pai em uma campanha para arrecadar fundos para o tratamento da menina.

Gary, de 41 anos, também compartilhou o peso emocional de não ter vacinado as filhas contra gripe, mesmo com a vacinação gratuita disponível no Reino Unido. Em entrevista ao The Sun, ele afirmou que a decisão foi influenciada por relatos negativos lidos durante a pandemia de Covid-19 e pediu que os pais mantenham a vacinação como prioridade, para evitar tragédias semelhantes.

Os médicos explicam que os sinais iniciais da ENA costumam incluir febre, congestão nasal, diarreia, tosse ou vômito, evoluindo para convulsões, perda de consciência e dificuldades de coordenação. No caso de Sienna, os primeiros sintomas se assemelhavam aos da gripe, o que levou a família a tratar com remédios caseiros antes da internação. Mesmo com planos para o Natal, a condição evoluiu rapidamente, exigindo ação médica imediata.

Especialistas ressaltam que a ENA permanece pouco compreendida e não há um protocolo padrão de tratamento, o que dificulta perspectivas de alta. A família estima que, mesmo com alta, a reabilitação semanal possa custar cerca de 8 mil libras (aproximadamente 58 mil reais), uma carga financeira significativa para os cuidados continuados de Sienna.

Diante de tudo, a história de Sienna levanta um debate sobre vacinação, saúde pública e o impacto de condições raras não totalmente compreendidas pela medicina. E você, o que pensa sobre a relação entre imunização, informação e decisões familiares em tempos de crescente desinformação? Compartilhe sua opinião nos comentários para contribuirmos com a discussão que envolve crianças, famílias e políticas de saúde.

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