Funcionários da Petrobras deflagraram greve nacional por tempo indeterminado após a rejeição, pela estatal, da contraproposta ao Acordo Coletivo de Trabalho (ACT). A mobilização é liderada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e pela Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) e envolve cerca de 75 mil trabalhadores em diversas unidades do país, com aprovação superior a 96% nas assembleias de base.
O debate central fica por conta de salários e direitos. Os sindicatos pedem 9,8% de reajuste para recompor perdas de anos anteriores, enquanto a Petrobras ofereceu 5,66% de reajuste (inflação + 0,5% de ganho real). Além disso, a categoria cobra o fim dos equacionamentos do fundo de pensão Petros, uma distribuição de lucros mais justa e a retomada de direitos assegurados em gestões passadas, citando os dividendos recordes de R$ 32,7 bilhões pagos aos acionistas.
A paralisação atinge plataformas, unidades administrativas e seis refinarias. Segundo as lideranças, não há uma interrupção total da produção, mas as trocas de turno estão suspensas e a presença de equipes de reforço é reduzida, o que pode pressionar o sistema caso a greve se estenda. Em seis unidades houve suspensão de revezamento de trabalhadores: Regap (MG), Reduc (RJ), Replan (SP), Recap (SP), Revap (SP) e Repar (PR).
A mobilização ocorre em meio a assembleias com aprovação elevada e ressalta a disputa entre a necessidade de manter operações com segurança e a reivindicação por melhores condições salariais e de participação nos lucros. A cobertura acompanha a evolução das negociações e os impactos para os trabalhadores e a cadeia de abastecimento.
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