Rússia diz que não viu garantias de segurança para Ucrânia

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Meta SEO: garantias de segurança para a Ucrânia, força multinacional e cessar-fogo. Lê-se, na prática, um movimento europeu para encerrar o conflito, com debates em Berlim entre Zelensky e emissários dos EUA.

Na segunda-feira, o governo da Alemanha publicou uma declaração conjunta dos principais líderes europeus após dois dias de negociações em Berlim, com o objetivo de chegar a um plano que encerre os combates na Ucrânia. A iniciativa foi anunciada após diálogo entre o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky e representantes americanos.

O Kremlin não reagiu. Nesta terça-feira, 16 de dezembro de 2025, o Kremlin afirmou que não viu as propostas europeias sobre garantias de segurança para a Ucrânia. O porta-voz Dmitri Peskov disse que, até o momento, “vimos apenas reportagens nos jornais, mas não vamos reagir. Ainda não vimos nenhum texto. Quando recebermos, então analisaremos.”

Entre as propostas apresentadas pelos líderes europeus e da União Europeia está a criação de uma força multinacional para a Ucrânia, financiada por contribuições voluntárias e apoiada pelos Estados Unidos. Também foi sugerido sustentar de forma contínua um Exército ucraniano de 800.000 homens e a implantação de um mecanismo de supervisão e verificação do cessar-fogo liderado pelos EUA.

A grande questão que permeia as negociações é até que ponto a Ucrânia poderá contar com a proteção de EUA e Europa após um possível cessar-fogo, para dissuadir uma nova ofensiva russa. Moscou continua se opondo à presença de tropas europeias ou de países membros da OTAN na Ucrânia como meio de garantir a paz.

Como esse rascunho de acordo evoluirá nos próximos dias poderá redefinir a geopolítica da região. O que você acha que uma força multinacional e um cessar-fogo supervisionado mudariam no equilíbrio entre as partes?

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