TJ-BA determina afastamento de juíza de Barreiras por suspeitas em bloqueios de valores e tráfico de influência

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O Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) afastou preventivamente a juíza Marlise Freire de Alvarenga, da 3ª Vara Cível e de Registros Públicos de Barreiras, em 18 de novembro de 2025. A decisão, assinada pelo corregedor-geral de Justiça, desembargador Roberto Maynard Frank, aponta descumprimento de determinações judiciais, negligência no trâmite de processos e violação de deveres funcionais em um caso que tramita desde 2015, envolvendo supostas irregularidades em registros de imóveis rurais.

Entre as suspeitas em apuração estão também prática de tráfico de influência, agiotagem e favorecimento do filho, que atua como advogado, em uma operação imobiliária com indícios de lavagem de dinheiro.

Em nota, o TJ-BA afirmou que acompanha o afastamento com cautela e responsabilidade institucional. A medida é de caráter preventivo e não implica antecipação de julgamento, cabendo à Corregedoria-Geral de Justiça conduzir as investigações e as providências administrativas futuras, com garantias do devido processo legal, do contraditório e da ampla defesa.

A região Oeste da Bahia, onde fica Barreiras, é citada em investigações sobre venda de decisões judiciais para grilagem de terras, conhecida como Operação Faroeste. O TJ reiterou que continuará monitorando os desdobramentos enquanto aguarda as conclusões da Corregedoria.

Sua opinião é importante. Deixe nos comentários o que você pensa sobre a atuação do Judiciário neste tipo de caso e como a Corregedoria pode fortalecer a confiança pública nas decisões judiciais.

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