Farra do INSS: amiga de Lulinha tem firma de “intermediação de negócios”

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Alvo de busca e apreensão em 18/12, Roberta Luchsinger, herdeira de um banqueiro do Credit Suisse, comanda a RI Consultoria e Intermediações LTDA, empresa que atua na prospecção e intermediação de negócios. Segundo a Coluna Tácio Lorran, apurada pela Polícia Federal na investigação da Farra do INSS, Roberta teria intermediado a relação entre o filho do presidente e Antonio Carlos Antunes, o “Careca do INSS”, na prospecção de um negócio de venda de canabidiol para o Sistema Único de Saúde. Ela também foi destaque como uma das principais doadoras da campanha de Lula em 2022 e é considerada amiga próxima de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.

A defesa de Roberta informou ao Metrópoles que as negociações com Antunes ficaram apenas no estágio inicial e não prosperaram. Reforçam que a RI atua na prospecção e intermediação de negócios com empresas nacionais e estrangeiras e que, no ano passado, a Brasília Consultoria Empresarial S/A, ligada ao “Careca do INSS”, a procurou para atuar na regulação do setor de canabidiol, mas as tratativas não avançaram.

Dívidas e acusação de ocultação de patrimônio apontam que Roberta acumula pelo menos R$ 315 mil em dívidas em execução na Justiça e é acusada de ocultar seu patrimônio para evitar pagamentos. Entre os itens, uma reforma em seu apartamento resultou na penhora de um Range Rover, que não chegou a ser apreendido porque não foi localizado no endereço informado. Em um desdobramento, um oficial recolheu um quadro avaliado em R$ 70 mil para quitar parte da dívida, e o sumiço do veículo, aliado a imagens de luxo, alimenta suspeitas de ocultação de patrimônio. Três ações fiscais movidas pela Justiça paulista mostram ainda dificuldades em localizá-la para intimações, seja por mudança de endereço ou ausência em casa.

Conflitos com o patrimônio ainda apontam que Roberta registrou uma de suas empresas no mesmo endereço de sua residência, mas correspondências chegam com a indicação de que ela teria se mudado. Além disso, há acusações de ter agido para bloquear ativos antes de ações fiscais. Em agosto de 2017, durante esse período de investigações, ela doou R$ 500 mil à campanha de Lula.

O que diz a defesa: os advogados afirmam que Roberta mantém endereço fixo e que qualquer decisão judicial transitada em julgado será cumprida. Eles ressaltam que as tratativas de negócios ocorreram antes das revelações sobre desvios de descontos do INSS e destacam que Roberta não teve relação com esses descontos. A defesa também enfatiza a longa relação com Fábio Luís e nega qualquer elo com pessoas envolvidas nas investigações.

O caso segue em investigação, com a defesa ressaltando que as negociações não prosperaram e que não houve desdobramento de negócios. Fatos complexos envolvendo ligações entre empresas, figuras públicas e investigações de INSS ganham contornos que variam conforme as fontes presentes nos autos.

E você, o que pensa sobre esses desdobramentos? Deixe sua opinião nos comentários e participe da discussão.

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