Japão aprova reativação da maior usina nuclear do mundo

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O Japão deu um passo decisivo para permitir que a maior usina nuclear do mundo retome as operações, quase 15 anos após Fukushima, após aprovação das autoridades locais. A assembleia legislativa da província de Niigata aprovou, nesta segunda-feira, a decisão do governador Hideyo Hanazumi, anunciada no mês anterior, que autoriza a retomada das atividades em Kashiwazaki-Kariwa.

Kashiwazaki-Kariwa fica a cerca de 220 quilômetros ao noroeste de Tóquio e permaneceu entre os 54 reatores fechados após o terremoto seguido de tsunami de 2011, que paralisou Fukushima, o pior desastre nuclear desde Chernobyl. Desde então, o Japão reiniciou 14 dos 33 reatores viáveis, buscando reduzir as importações de combustíveis fósseis, alcançar neutralidade de carbono até 2050 e atender às crescentes necessidades energéticas, inclusive relacionadas à inteligência artificial.

A Kashiwazaki-Kariwa será a primeira usina da Tepco a retomar as operações desde Fukushima, com a reativação prevista para o reator 6 já para o próximo mês. O regulador nuclear japonês declarou os reatores 6 e 7 seguros em 2017, alinhados aos padrões de segurança mais rígidos introduzidos após o desastre.

Com a aprovação, a Tepco busca há muito tempo a permissão para reativar seus reatores, visando reduzir os altos custos de importação de combustível para a geração de energia térmica.

A retomada, aprovada pelos legisladores, expôs tensões na região. Enquanto alguns destacam a criação de empregos e a potencial queda no custo das contas de luz, outros argumentam que o acordo não respeita a vontade dos moradores da região.

Do lado de fora, cerca de 300 manifestantes permaneceram no frio, com faixas contrárias à retomada. Um morador de Niigata, Kenichiro Ishiyama, de 77 anos, afirmou à Reuters que, se algo acontecer na usina, serão os moradores os mais atingidos.

Uma sondagem local realizada em outubro mostrou ceticismo: 60% dos moradores da região não acreditam que as condições para a retomada tenham sido plenamente atendidas, e quase 70% estão preocupados com a Tepco como operadora da usina.

Como você enxerga a retomada da Kashiwazaki-Kariwa? Compartilhe sua opinião nos comentários e participe do debate sobre segurança energética, empregos e impactos para a região.

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