Água quente e geladeira: veja como é a cela onde Silvinei ficará preso

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O ex-diretor da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Silvinei Vasques, foi levado ao 19º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, em Brasília, para cumprir prisão preventiva decretada pela Justiça. A medida ocorreu após Vasques ser detido no Paraguai, na madrugada de 26/12, quando tentava embarcar com passaporte falso para El Salvador, no contexto de uma operação de fuga monitorada pela PF local.

A Papudinha fica dentro do Complexo Penitenciário da Papuda. O espaço tem área coberta de 54,76 m² e abriga quarto, banheiro, lavanderia, cozinha, sala e uma área externa de 10,07 m². A unidade, que costuma acomodar quatro pessoas, está ocupada apenas por Silvinei e pelo ex-ministro da Justiça Anderson Torres. Entre as comodidades, há geladeira, chuveiro com água quente, armários, cama de casal e TV, além de cinco refeições diárias, com área de saúde composta por médicos, enfermeiros, dentistas, assistentes sociais, psicólogos, fisioterapeutas, técnicos de enfermagem, psiquiatra e farmacêutico.

Anderson Torres também se encontra preso no 19º BPM desde 25 de novembro. O Núcleo de Custódia da Polícia Militar atende exclusivamente PMs e autoridades com prerrogativa de Estado-Maior. Vasques foi condenado a mais de 24 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, e foi surpreendido no Paraguai, ao tentar fugir para El Salvador. Até então, não havia mandado de prisão em aberto contra ele, ainda que já estivesse condenado; a decisão de Moraes, no entanto, decretou a prisão preventiva após a tentativa de fuga, registrando a chegada dele à Papudinha em vídeo divulgado pelo Metrópoles.

Veja as instalações — a seguir, apresentamos as imagens que ilustram a condição de Silvinei na prisão. As fotos mostram o ambiente e a chegada do ex-diretor à Brasília. O conjunto de imagens abaixo é acessível em galeria com funcionalidade de lightbox e slideshow.


Tentativa de fuga

  • Silvinei cumpria medidas cautelares em Santa Catarina, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de deixar o país.
  • Com a violação do monitoramento, alertas foram emitidos às autoridades brasileiras e internacionais.
  • No Paraguai, ele tentou embarcar com documentos falsos para o Panamá, com destino final a El Salvador.
  • A tentativa já era monitorada, e a adição da PF no Paraguai havia comunicado as autoridades locais.

Silvinei foi detido na madrugada de 26/12 no Aeroporto Internacional Silvio Pettirossi, em Assunção, ao tentar embarcar rumo ao Panamá com destino final a El Salvador, usando passaporte de cidadão paraguaio falso com o nome Julio Eduardo Fernandez. A prisão foi realizada por agentes locais, e a documentação falsa visava burlar a inspeção de imigração.

Transferência para o Brasil: após a prisão no Paraguai, Silvinei foi entregue às autoridades brasileiras em Foz do Iguaçu, na noite de sexta-feira, e permaneceu sob custódia no estado do Paraná. O encaminhamento ocorreu em cumprimento à expulsão sumária entre autoridades diplomáticas dos dois países. Ele deixou Foz por volta das 10h e chegou a Brasília por volta de 13h15, sendo transferido ao 19º BPM, para cumprir a prisão preventiva decretada pela Justiça.

Acusação: de acordo com a Procuradoria-Geral da República (PGR), Vasques integrou o núcleo 2 da trama golpista e teria coordenado ações que viabilizariam o golpe de Estado. Ele já havia sido preso preventivamente em 9 de agosto de 2023, mas foi solto em 8 de agosto por ordem do ministro Alexandre de Moraes. A investigação aponta que a coordenação envolveu bloqueios de rodovias no dia da eleição de 2022, com o objetivo de favorecer o candidato Luiz Inácio Lula da Silva, enquadrado como prevaricação e violação política.

Conclusão e panorama: o caso envolve uma sequência de ações ligadas a uma tentativa de golpe, com Vasques mantendo papel central conforme a denúncia da PGR. A prisão preventiva visa assegurar a ordem pública e a conveniência da instrução penal, até o desfecho definitivo do processo no STF.

Este é um desdobramento relevante para a esfera de segurança pública e jurídica do país, refletindo o alinhamento entre autoridades brasileiras e internacionais em casos que envolvem operações de fuga e crimes de alta periculosidade. Como a justiça segue investigando, a sociedade fica atenta aos próximos passos do caso.

Qual é a sua opinião sobre as medidas adotadas pela Justiça neste caso? Deixe seu comentário abaixo e compartilhe suas impressões sobre as implicações para a segurança institucional.

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