Lula entra 2026 não com o pé direito, mas com os dois na porta

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Datafolha perguntou a 2.002 pessoas com 16 anos ou mais em todo o Brasil, entre 2 e 4 de dezembro, se 2026 seria melhor, igual ou pior que 2025 para a pessoa entrevistada. Para 69% dos entrevistados, 2026 deve trazer melhoria na situação pessoal em relação a 2025, representando um salto de nove pontos percentuais em relação à última pesquisa.

No fechamento de 2024, 60% dos respondentes diziam que 2025 traria melhora em sua situação pessoal, e 60% também acreditavam que 2026 seria melhor que 2025. Entre os grupos, há diferença de otimismo: mulheres chegam a 74% de expectativa de melhoria em 2026, contra 65% entre os homens. Quem tem apenas o ensino fundamental também está mais otimista (74%), enquanto quem tem ensino superior fica em 62%.

A renda também molda as expectativas: 61% dos entrevistados que ganham mais de dez salários mínimos prevêem 2026 melhor, enquanto 72% dos que ganham menos de dois salários mínimos compartilham o mesmo otimismo. Entre os eleitores, 78% daqueles que votaram em Lula no segundo turno de 2022 esperam melhoria, contra 61% daqueles que votaram em Bolsonaro.

Regionalmente, o Nordeste é o mais otimista (75%), o Sul o mais cético (65%). Economistas ouvidos pela Folha ligam o otimismo ao desempenho recente dos principais indicadores da economia, ainda que haja a expectativa de que 2026 seja um ano um pouco menos favorável ao conjunto da economia.

O pesquisador Samuel Pessôa, da FGV, aponta que 2025 teve alta no bem-estar, com alimentos em patamares favoráveis, desemprego menor e inflação controlada. Contudo, ele avisa que isso não garante apenas boas notícias para 2026. “A economia vai desacelerar”, diz, e a taxa de desemprego pode subir, ainda que o mercado de trabalho permaneça forte e a inflação continue contida. Os ganhos salariais não devem ser diluídos, o que ajuda a explicar o otimismo de Lula.

Em síntese, a leitura de especialistas é de que muita água ainda vai rolar: o cenário é de melhora provável para 2026, mas com freada econômica e ajustes no mercado de trabalho.

E você, qual é o seu palpite para 2026? Compartilhe sua opinião nos comentários e conte como esses números refletem ou não a sua realidade.

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