Anac muda regras de fiscalização e adota novo modelo de sanções no setor aéreo

Publicado:

compartilhe esse conteúdo


A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) iniciou, a partir da última quinta-feira (1), a aplicação de um novo modelo de fiscalização no setor aéreo brasileiro. As mudanças estão previstas nas resoluções n° 761 e n° 762, de 2024, e alteram de forma significativa a forma como a agência apura infrações e aplica sanções.

A reformulação marca a saída de uma atuação baseada quase exclusivamente na punição imediata e adota o conceito de regulação responsiva. Na prática, o modelo combina acompanhamento permanente das operações, ações preventivas, orientação técnica aos regulados e aplicação de penalidades proporcionais ao risco identificado e ao comportamento das empresas fiscalizadas.

Com as novas regras, a Anac passa a considerar uma série de critérios antes de definir a resposta a uma infração. Entre eles estão o histórico de conformidade da empresa, o nível de cooperação com os fiscais e a gravidade da conduta, incluindo eventual reincidência. Falhas pontuais de operadores que demonstrem boa-fé tendem a resultar em orientações formais e prazos para adequação, em vez de sanções imediatas.

A agência afirma que o objetivo principal é incentivar o cumprimento das normas e elevar os padrões de segurança do transporte aéreo, sem abrir mão do poder sancionador do Estado. Segundo a Anac, a lógica é corrigir desvios antes que evoluam para situações de maior risco, preservando a segurança operacional.

Até então, a fiscalização seguia com base na resolução n° 472, de 2018. A entrada em vigor das novas normas havia sido adiada para permitir ajustes internos, integração de sistemas e maior disseminação das mudanças entre servidores e regulados, processo que se estendeu até o fim de 2025. Embora o caráter seja mais orientativo em casos específicos, o rigor permanece para infrações graves, como falhas de manutenção, desrespeito aos limites de jornada de tripulantes, omissão de informações relevantes e descumprimento de determinações formais.

Entre as punições mais severas, permanecem multas elevadas, suspensão de certificados, restrições operacionais e, em situações extremas, cassação de autorizações — especialmente quando há risco à segurança de voo ou reincidência.

Em síntese, o novo modelo de fiscalização busca elevar padrões de segurança por meio de uma atuação mais estratégica, com foco em conformidade e prevenção, sem abrir mão da aplicação de sanções quando necessário.

E você, o que acha dessa mudança na fiscalização da aviação civil brasileira? Deixe sua opinião nos comentários e compartilhe como enxerga o impacto para empresas, profissionais do setor e usuários de voos.

Facebook Comments

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Marinha resgata 8 pessoas no mar de Cabo Frio após pouso forçado

A Marinha do Brasil resgatou oito ocupantes de um helicóptero que precisou realizar um pouso forçado no mar, a cerca de 40 milhas...

Justiça mantém prisão preventiva de Filipe Martins após audiência de custódia

A Justiça decidiu manter a prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, após audiência...

Turista argentino apanha de ambulantes em praia de Balneário Camboriú

Vídeo viral mostra um turista argentino sendo agredido por funcionários de quiosques na Praia Central de Balneário Camboriú, em Santa Catarina. O episódio...