Justiça mantém prisão preventiva de Filipe Martins após audiência de custódia

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A Justiça decidiu manter a prisão preventiva de Filipe Martins, ex-assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro, após audiência de custódia nesta sexta-feira (2).

Martins foi preso pela Polícia Federal em casa, em Ponta Grossa, nos Campos Gerais do Paraná. Ele foi encaminhado à Cadeia Pública Hildebrando de Souza, no mesmo município, e, segundo a Polícia Penal, está sob responsabilidade do sistema penitenciário estadual.

A ordem de prisão foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. O ex-assessor estava em prisão domiciliar desde 27 de dezembro, com a proibição de uso de redes sociais. Ele foi condenado a 21 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado pela Primeira Turma do STF, em julgamento realizado no dia 16 de dezembro.

Na decisão, Moraes afirma que Martins descumpriu a medida cautelar ao acessar a rede social LinkedIn no fim do ano. Segundo o documento, “em 29/12/2025, foi juntado aos autos notícia de que o réu condenado teria utilizado a rede social LinkedIn para a busca de perfis de terceiros”. A decisão não detalha quais perfis teriam sido acessados.

Ainda de acordo com o ministro, a violação da medida cautelar foi reconhecida nos autos. “Efetivamente, não há dúvidas de que houve descumprimento da medida cautelar imposta, uma vez que a própria defesa reconhece a utilização da rede social”, escreveu Moraes, ao rejeitar a justificativa apresentada.

O advogado de defesa, Ricardo Scheiffer, contestou a decisão e classificou a audiência de custódia como teatral. Segundo ele, a prisão é ilegal e não houve descumprimento da medida. Scheiffer afirmou que os acessos às redes sociais partiram da própria equipe de defesa, com o objetivo de reunir provas para o processo.

“A defesa apenas informa o juízo de acessos que a defesa teve às redes sociais do Filipe. Qualquer advogado acessa as redes sociais do seu cliente para buscar provas”, disse Scheiffer.

No início da semana, Alexandre de Moraes havia solicitado manifestação da defesa sobre o suposto descumprimento da proibição de uso de redes sociais imposta durante a prisão domiciliar.

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