China envia Qiu Xiaoqi, enviado especial de Xi Jinping, para reunião com Nicolás Maduro na Venezuela, em meio à crise que domina a América Latina após a ofensiva militar dos Estados Unidos contra a região. A reunião ocorreu nesta sexta-feira (2/1) e marca uma etapa na aproximação entre Pequim e Caracas.

Segundo a imprensa estatal venezuelana, o encontro teve como propósito fortalecer as relações diplomáticas entre Caracas e Pequim, além de consolidar a nova ordem mundial multipolar.
A visita ocorre no contexto de aumento da tensão na região, após o anúncio de um ataque dos EUA contra o território venezuelano. As ações norte-americanas são apresentadas pela Venezuela como parte de uma ofensiva mais ampla na região.
Washington sustenta que as embarcações visadas tinham ligações com o trafico de entorpecentes, mas provas concretas não foram divulgadas pelas autoridades dos EUA. Pequim, por sua vez, tem criticado as ações dos Estados Unidos liderados por Donald Trump.
No meio do embate, Nicolás Maduro também aparece no radar dos EUA, a quem é atribuído o papel de chefe do cartel de Los Soles. Essa organização foi recentemente classificada como terrorista internacional, o que, na prática, abre brechas para possíveis ataques ao território venezuelano sob esse argumento.
Ocenario em foco revela uma região sob forte pressão externa, com a China buscando ampliar sua influência e defender uma visão de multipolaridade, enquanto os EUA fortalecem ações militares na região sob o pretexto de combate ao tráfico de drogas.
E você, o que acha de esse fortalecimento de laços entre China e Venezuela e do papel que isso pode ter para a dinâmica regional e a América Latina?

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