Sem operações violentas, mortes por PMs no litoral despencam em 2025

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Após a explosão da letalidade policial na Baixada Santista, impulsionada pela Operação Verão de 2024, o número de mortes provocadas por PMs nas principais cidades litorâneas caiu em 2025. Santos, São Vicente e Guarujá somaram 25 óbitos em intervenções policiais em 2025, ante 111 no ano anterior — queda de quase 78%.

Entre 2022 e 2025, as mortes por intervenção policial nas três cidades seguiram os seguintes patamares:

  • Santos: 2022 – 8; 2023 – 17; 2024 – 43; 2025 – 13
  • São Vicente: 2022 – 9; 2023 – 13; 2024 – 36; 2025 – 7
  • Guarujá: 2022 – 13; 2023 – 32; 2024 – 32; 2025 – 5

No estado, o total de mortes provocadas por PMs em 2025 foi de 663, o maior dos últimos cinco anos, superando 2024, com 653 óbitos, segundo o Gaesp do Ministério Público de São Paulo.

Operação Verão no litoral

Em 2024, a Operação Verão ganhou contornos violentos após a morte do PM Samuel Cosmo, da Rota, na localidade Mangue Seco, em Santos, e a morte de Marcelo Augusto, PM de folga, pouco antes. Em resposta, o governo de São Paulo deslocou dezenas de batalhões de elite para a Baixada Santista, com incursões diárias em áreas da região. O saldo foi de 66 mortes, com denúncias de tortura e execuções sumárias. Em 2023, a Op. Escudo deixou 28 vítimas.

Operação após crise

No fim de 2024, o governador Tarcísio de Freitas reconheceu uma crise na segurança pública e afirmou que seria necessário redesenhar a corporação. Em 2025, iniciou-se a Operação Verão de 2025, com postura diferente: houve drástica redução do número de incursões em áreas da região. Entre janeiro e março, foram registradas seis mortes entre Santos, São Vicente e Guarujá.

PMs de folga

Ao contrário do que ocorreu com as mortes de PMs em serviço no estado, a parcial de 2025 indica que as mortes envolvendo PMs de folga não devem alcançar o patamar de 2024. Em 2024, foram 127 óbitos, maior desde 2022; até 19 de dezembro, o Gaesp indicava 104. A SSP afirma que não tolera desvios de conduta e que todas as mortes são investigadas pela Corregedoria e pelo Ministério Público, com comissões para identificar não conformidades.

E você, qual a sua visão sobre as medidas adotadas pela gestão pública para lidar com a violência policial na região? Compartilhe seus pensamentos nos comentários abaixo.

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