Lideranças de partidos de esquerda e movimentos sociais da cidade realizaram, na tarde de sábado (3/1), um ato em frente à Embaixada da Venezuela, em Brasília, para protestar contra a ofensiva militar dos Estados Unidos no país sul-americano.
Com microfones e caixa de som, o grupo se concentrou em frente ao busto de Simón Bolívar, exibindo faixas e cartazes com frases como “EUA terroristas, solidariedade à Venezuela” e “Trump, tire suas patas da Venezuela”.
Participaram do ato representantes de partidos como PT, PSTU, PCO, PCdoB e PCBR, além de entidades estudantis e juventudes, como a União da Juventude Socialista (UJS), a União da Juventude Comunista (UJC) e o Diretório Central dos Estudantes da Universidade de Brasília (DCE da UnB).
Segundo os organizadores, a manifestação ocorreu após a divulgação de informações sobre uma ofensiva militar promovida pelos EUA durante a madrugada, que, segundo eles, resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e de sua esposa, sob custódia das autoridades norte-americanas.
“Diante do ato terrorista e criminoso do governo Trump contra a Venezuela, que deixou mortos e feridos e sequestrou o presidente Maduro e sua esposa, nos sentimos na obrigação de organizar uma atividade de solidariedade à Venezuela e em defesa da soberania e da autodeterminação dos povos. É inaceitável o que aconteceu. Hoje foi a Venezuela, amanhã poderá ser o Brasil”, declarou.
A presidente da União Brasileira de Mulheres, Maria das Neves, ressaltou que os conflitos armados atingem de forma mais intensa grupos vulneráveis. “Em momento de guerra, são as mulheres, as crianças e os idosos as maiores vítimas. O sequestro do presidente da Venezuela é um ataque a toda a América Latina, à soberania dos povos e à autodeterminação das nações”, afirmou.
Ela cobrou a libertação imediata de Nicolás Maduro e de sua esposa, afirmando que “os Estados Unidos não são donos do mundo” e defendendo a paz na América Latina, a vida das venezuelanas e uma região soberana, livre e em paz.
Confira a galeria de imagens registradas no ato.





Ao final da atividade, a imprensa destacou as faixas com mensagens de solidariedade à Venezuela e contra guerras, além da presença de bandeiras de diversos movimentos políticos e estudantis.
Em Brasília, organizações destacaram a importância de defender a soberania regional e a autodeterminação dos povos diante de intervenções externas, pedindo paz na América Latina e a libertação dos lideranças venezuelanas mencionadas pelos organizadores.
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