O governo da Venezuela informou, na madrugada deste sábado, que o país foi alvo de uma agressão militar. O presidente Nicolás Maduro assinou um decreto que declara o estado de Comoção Exterior em todo o território, para mobilizar as forças de defesa e as instituições.
Conforme o comunicado oficial, os ataques atingiram Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira. A administração afirma que civis e instalações militares foram alvos e que a ação busca controlar as reservas de petróleo e minerais venezuelanos.
A Associated Press confirmou ao menos sete explosões em Caracas. Há relatos de pânico nas ruas e de aeronaves sobrevoando a região durante os estrondos.
O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, também se manifestou, dizendo que o território venezuelano foi atingido por mísseis.
O Governo Bolivariano condena a agressão, denuncia a violação da Carta das Nações Unidas e exige a condenação e a responsabilização do governo dos Estados Unidos. O país convoca mobilização de planos de defesa e o uso de mecanismos legais para proteger a população e as instituições.
Maduro determinou a implementação imediata dos planos de defesa nacional e o deslocamento do Comando para a Defesa Integral da Nação em todos os estados e municípios, em conformidade com a Constituição, a Lei Orgânica de Estados de Exceção e a Lei Orgânica de Segurança da Nação.
A diplomacia venezuelana apresentará denúncias ao Conselho de Segurança da ONU, ao Secretário-Geral e aos organismos regionais CELAC e MNOAL, buscando condenação e responsabilização do governo dos EUA. O governo convoca o povo a unir-se na defesa da soberania.
Desde 1811, a Venezuela tem enfrentado impérios e, em 1902, resistiu a bombardimentos estrangeiros. Hoje, com o espírito de Bolívar, o governo afirma manter a soberania e a independência diante da agressão imperial.
Caracas, 3 de janeiro de 2026.
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